Uma Grande e Terrível Tormenta

Texto escrito por A. para a Ash and Ruin (Subversive nihilist periodical). Foi extraído da segunda edição da Revista Anhangá, disponibilizada publicamente na web.

O império da “humanidade” tem a certeza de sua queda.
A chuva, vil e ácida, tem vindo a cair sobre todos nós
como as lágrimas de uma dor silenciosa por bastante tempo,
No entanto, poucos prestam atenção à tormenta que se aproxima.
Os perdidos e os covardes marcham animados aos montes para o topo da ilusão
construindo os muros de sua própria prisão
na vã esperança de que podem esconder de vista
as nuvens escuras que agora surgem acima de todos.
Mas nada pode deter as marés crescentes
ou deter a marcha dos desertos
que consumirá as cidades
e deixará apenas ruínas em seu rastro.
Com desprezo, amargura e ceticismo
Penetro a escuridão que me rodeia.
E sem qualquer esperança por um amanhã melhor
Eu abraço a tormenta e vagueio por ela.
Carrego minha tocha na noite
E escuto os gritos de batalha através do estrondo.
Ansiosamente vou ainda mais em direção ao Desconhecido
Na busca de uma vida que vala a pena.
A chuva torrencialmente chicoteia em direção abaixo
E a noite é escura e impenetrável
Exceto para os incêndios no horizonte
Que são minha única bússola…

– A