[PT – VÍDEO] Catarse – Dias Melhores Nunca Virão II

E sai a segunda edição do projeto Catarse, elaborado por Erva Daninha. A primeira parte pode ser conferida neste link. Esta nova edição aparece em um momento drástico para o cenário mundial, marcado pelo agravamento da crise ecológica, surgimento de convulsões sociais, derrocadas econômicas e uma pandemia que castiga a vários países. Esta compilação confirma de maneira amarga os prognósticos para os próximos anos, dias melhores não virão.

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Este projeto é sobre o agora, o mesmo agora de há cinco anos quando ele foi iniciado. Esta edição é sobre os gritos de dor de um planeta que morre pelas mãos de um animal chamado humano e indiferente com a natureza selvagem ao redor do mundo. Nesta segunda edição há compilações das piores notícias sobre o agravamento da crise mundial, com ênfase na crise climática, onde houve alguns dos piores incêndios da era moderna em importantes florestas ao redor do mundo, como na Amazônia, África Central e Austrália. Também abarca notícias sobre o severo derretimento de gelo nos polos extremos da terra, onde o aquecimento provocou colossais 20º graus na Antártida, a maior temperatura já registrada no século. Relata o culmine do simbólico Relógio do Apocalipse, um projeto elaborado por cientistas de diversas áreas que “prevê” o fim do mundo analisando as diversas crises que o mundo atravessa, o relógio nunca esteve tão perto da meia-noite, que simbolizaria a nossa extinção. Abarca as bárbaras convulsões sociais ao redor do mundo, como as de caráter niilista que houve no Chile e que causaram destruições bilionárias sem precedentes e danaram a infraestrutura chilena em muitas escalas, bem como repressões que custaram milhares de prisões e sangrentas mortes. Há quase dois centenares de recortes de notícias nesta segunda edição do projeto, incluindo a discussão do momento, a pandemia da COVID-19 que mata a milhares de pessoas e colapsa o mundo em diferentes frentes, com ênfase no cenário econômico.

Juntei todas as minhas forças para reunir o que encontrei de mais grave e pessimista sobre a situação da grande civilização mundial, recortes que apenas afirmam que já acabou para o humano e a civilização, não há mais volta e ele será punido com uma catástrofe extintiva que o varrerá deste planeta. As águas, os solos, as florestas, os outros animais, todas estas coisas sagradas significam nada para o humano civilizado adorador da modernidade. Coisa alguma poderá mudar o curso que a nossa espécie traçou para si mesma. Não há esperanças nem revoluções, tampouco messias que poderá deter a catarse da natureza selvagem. Merecemos o nosso próprio extermínio porque miseravelmente brincamos de deuses sem possuir grandeza para isto. Os dias por virem são pessimistas porque nós fizemos do agora o fim. Não haverão dias melhores.

Erva Daninha.

[PT – DOCUMENTÁRIO] A Evolução do Eco-extremismo no México

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Disponibilizamos legendado em português o documentário A Evolução do Eco-extremismo no México, uma produção publicada na web que mostra as origens, etapas e ações de grupos eco-radicais e de libertação animal que levaram ao surgimento espontâneo da tendência do eco-extremismo, e em seguida de grupos como Reação Selvagem (RS) e pouco depois Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS), o mais expressivo que abdica pela tendência do eco-extremismo. O registro não trata de sua internacionalização que ocorreu em meados de 2016, já que a cobertura vai até o final de 2015.

O texto abaixo foi resgatado do já encerrado blog Tierra Maldita. O documentário e o texto ajudam a entender suas origens e alguns aspectos da tendência.

A tradução ao português é um esforço da Revista Anhangá em conjunto com a Revista Regresión.

Para maior entendimento do que é o eco-extremismo nos dias de hoje recomendamos o texto O que é o Eco-extremismo? – A flor que cresce no submundo: Uma introdução ao eco-extremismo.

Apresentação:

“A Evolução do Eco-extremismo no México” é um esforço audiovisual realizado por “Espírito Tanu da Terra Maldita” e a “Revista Regresión”. Nele se reflete o desenvolvimento tanto teórico como prático que tiveram certos grupos que colocaram em sua mira o progresso da civilização, a ciência e a tecnologia.

Desde o ano de 2007 até agora (2016), foi desencadeada uma série de ataques que foram se aperfeiçoando ao passar dos anos.

A princípio estes ataques visaram atacar a indústria da exploração animal, depois passaram a atacar a indústria da destruição dos ecossistemas, então foram se refinando, implementando atentados contra pessoas específicas relacionadas com as ciências avançadas. Depois desta fase, os grupos que participaram nestas etapas se uniram em um grupo denominado “Reação Selvagem”, de modo que após sua dissolução, estes grupos já refinados em suas críticas e melhorados na prática, seguiram a guerra separadamente, como até agora tem sido mantida.

Os individualistas que fazem parte da tendência do Eco-extremismo se unem em várias qualidades que serão mencionadas neste texto. Com isso não estamos dizendo que as pessoas que realizam atos extremos contra o sistema tecnológico TEM QUE ser assim, mas é necessário tê-los em conta.

O Eco-extremismo foi formado por seus próprios propulsores, se consolidou sob a espontaneidade, na solidificação do ataque e na variabilidade dos objetivos, abrangendo vários fatores, tais como:

– Defesa extrema da Natureza Selvagem e uma guerra até a morte contra a civilização:

“(…) observando a realidade vislumbramos que a maioria das críticas que fazem à tecnologia tem um fundo reformista, dizem “a tecnologia está nos levando à falta de interação pessoal, é melhor que a eliminemos”, “a vida em sedentarismo nesta civilização causa problemas de saúde, é melhor nos exercitarmos frequentemente”, “o artificial nos consome, não suporto a vida na cidade, vamos um dia ao campo”, “o lixo inunda os mares, há que comprar produtos amigáveis com o meio ambiente”, “a tecnologia não é o problema, o problema é o uso que lhe é dado”, etc. Estas supostas críticas são as que são negociáveis, e podem até serem propostas para que o sistema continue a crescer, se reformando e sendo fortalecido.

Mas, que tal se dissermos; “a tecnologia é o problema, incendiemos esta ou aquela empresa de inovação tecnológica com todos dentro”, “a civilização se expande perigosamente acabando com a natureza que resta, assassinemos o engenheiro de tal mega projeto”, “a sociedade estúpida só segue as regras fazendo com que a máquina siga avançando, são parte do problema, detonemos um explosivo em um local público com um papel simbólico importante”, etc. Este tipo de crítica extremista são as que não são negociáveis e as que defendemos (…)” – Entrevista a Reação Selvagem.

– Apego e respeito à Natureza Selvagem:

Existe uma relação muito íntima de caráter simbiótico entre a natureza e a nossa espécie. Perdemos bastante desta relação após a passagem das gerações, mas é possível nos reconectarmos outra vez, voltar a recuperar a nossa natureza selvagem (embora não em sua totalidade, é claro).

Apreciamos grandiosamente a natureza, dela viemos e a ela regressaremos. Defendê-la e defender nossas raízes mais profundas, as que nos unem a ela, é apenas uma consequência de ainda sermos humanos e não humanoides. As habilidades de sobrevivência, o reconhecimento da flora e fauna silvestre, a caça, a coleta, a imaginação que dá lugar a uma vida o mais longe da civilização, são ferramentas que complementam o individualista e a seus grupos de afinidades.

“Para muitos de nós é bastante viável ter uma horta orgânica de onde possamos tirar a comida em tempos de escassez ou a medicina em tempos de enfermidade. Não caímos em contradições, o importante é desenvolver estilos de vida que se distanciem o máximo que se possa da dependência artificial do sistema.

Embora alguns membros do RS estejam mais atraídos pela vida de caçadores-coletores, não descartam a opção das hortas.” – Entrevista a Reação Selvagem.

– Rejeição total ao cristianismo, e enaltecimento de crenças individuais pagãs ligadas à natureza, tanto no cotidiano como nos atos extremistas.

“Continuamos ao lado da natureza selvagem, seguimos venerando o sol, a lua, o vento, os rios, o coiote e ao veado, continuamos rejeitando o cristianismo com ritualismos na escuridão dos espessos bosques, continuamos sendo os guardiões do fogo, continuamos dançando ao redor da fogueira. Embora seres civilizados, ainda temos o instinto característico do ataque.” – Artigo “A Guerra Chichimeca” (segunda parte). Revista Regresión N° 4

“(…) pulamos os arames farpados que protegiam o canal de esgoto e atrás de uma grande árvore de Pirúl que ainda está de pé, realizamos vários disparos de arma de fogo contra as máquinas, estruturas e paredes de tal construção. Os disparos diretos danificaram e aterrorizaram aqueles que estavam no local. Com o trovão das balas detonando iam os sons dos animais mortos para a construção da obra, ia o violento zumbido do vento que move as folhas das árvores derrubadas e o imperceptível cantar da água do rio enegrecido pelo artificial. Também iam os gritos de guerra de nossos antepassados: ¡Axcan Kema Tehuatl Nehuatl!” – Ação armada contra o Túnel Emissor Oriente (TEO). Grupúsculo do Oculto/Reação Selvagem.

– Terrorismo:

“Porque no ataque terrorista não há considerações por ninguém, nem sequer por nós mesmos. Nos atiramos ao nada porque a única certeza é a incerteza.”

Independentemente de ferir civis, atacamos, assim, com este ato, o coração da “moral do ataque”, porque na Guerra contra a Civilização e seu Progresso não existem ataques nem “bons” nem “maus”, porque esta Guerra se não é extremista e indiscriminada, não é uma guerra.” – Morte à “moral do ataque” (Explosivo na Sanborns). Ouroboros Niilista.

– Determinação: a coragem é uma das coisas que caracteriza os grupúsculos. Atuar friamente e sem contemplação alguma com estranhos durante um atentado, sabotagem ou assalto, é necessário.

Se há dúvidas ou não está completamente seguro em defender-se (em matar ou morrer), daquela pessoa que tenta detê-lo (seja um civil ou um policial), melhor que nem tente. Em outras palavras, seja indiscriminado.

“(…) nossa intenção era que explodisse causando a maior destruição possível sem importar que nesta ação morressem ou fossem mutiladas algumas pessoas. Queremos deixar claro também que, em nossas ações contra a civilização não consideraremos a vida das ovelhas que cegamente aceitam o desenvolvimento e o progresso para levar uma vida mais confortável, por isso que decidimos atacar este meio de transporte. Embora não tenha causado a magnitude que esperávamos, criou-se uma grande tensão entre usuários e autoridades.” – Ataque explosivo frustrado no Metrô. Grupúsculo Indiscriminado.

– Austeridade: as necessidades artificiais são um problema para os membros desta decadente sociedade, embora alguns não as vislumbrem e se sintam felizes celebrando a vida de escravo que levam. A maioria das pessoas está sempre tentando pertencer a certos círculos sociais acomodados, sonham com luxos, com confortos, etc., e para nós isso é uma aberração. A simplicidade, manejá-la com o que se tenha em mãos, e afastar-se dos vícios civilizados, recusando o desnecessário, são características muito notórias em individualistas do tipo Eco-extremista.

– Apego e prática de atividades delinquenciais:

“Na Regresión enfatizamos como parte de nossa essência, o extremismo individualista, que o crime é a consequente postura diante da civilização moderna difusora de valores humanistas que tendem ao progresso, e que estão nos levando ao desfiladeiro tecnológico.

As dinâmicas sociais as quais estamos submetidos dentro deste complexo sistema muitas vezes nos absorvem como indivíduos, nos fazem participantes da massa, do devastador consumismo e da rotineira vida de escravos nas urbes, mas decidimos resistir a esses ataques, resistir a partir da clandestinidade e aceitar no cotidiano as nossas contradições das quais nos retroalimentamos e nos formamos como verdadeiros indivíduos, sujeitos únicos.

Resistir e negar a vida que nos é imposta desde pequenos, para que busquemos uma vida simples e, tanto quanto possível, distante dos alinhamentos e esquemas culturais modernos, é um dos propósitos a serem concretados no presente. Mas para formar esta vida que queremos, longe das grandes cidades e na natureza, às vezes requer dinheiro, dinheiro que preferimos roubar de qualquer lugar ou obtê-lo através das centenas de formas criminais que existem. Preferimos isso do que levar uma vida subordinada de escravos que a maioria das pessoas levam. Claro, é por isso que o grupo editorial desta revista sente simpatia pela reapropriação do dinheiro para fins específicos que levam a uma vida digna de ser vivida, não se importando com quem seja baleado se o dinheiro não é entregue, porque quando um funcionário não entrega o dinheiro do empregador ele não merece seguir vivendo, já que defende como um cão obediente as migalhas do seu amo; portanto, merece punhaladas ou uma bala em seu corpo. O mesmo para quando um empresário, proprietário ou executivo de uma empresa não cumpre as exigências do ladrão, também merece o mesmo ou algo pior.

Nestes atos não há misericórdia, é tudo ou nada, é do extremismo que falamos sem escrúpulos. Se este dinheiro será necessário para algum propósito do extremista individualista ele deve ser alcançado aconteça o que acontecer. Aqui cabe ser mencionado que para nós o dinheiro não é tudo, dizemos isso de maneira realista. Neste mundo governado por grandes corporações econômicas, às vezes é necessário obter dinheiro para cobrir certos fins e/ou meios, e para nós obtê-lo trabalhando não é uma opção, obtê-lo por fraude, assaltos ou golpes, sim.

Aqueles antepassados que viram seus modos de vida afetados pela expansão das civilizações tanto mesoamericana como ocidental, tiveram que agir dessa maneira (predação, ataques, roubo, engano, assassinato, etc.). Nós apenas cumprimos nosso papel histórico como herdeiros desta ferocidade selvagem.

Pela proliferação da delinquência e o terrorismo que satisfaça os instintos dos individualistas!” – Texto editorial. Regresión N° 3

– Sobriedade: Ficar sóbrio e rejeitar todas as drogas legais e ilegais é muito importante dentro desta tendência, é preciso sempre estar alerta para qualquer eventualidade. Cair bêbado, fumar cigarro ou maconha, injetar drogas, inalar solventes, tentar se “curar” com medicina alopática, ou seja, violar o corpo com estas substâncias nocivas apenas os tolos fazem, aqueles que não respeitam a si mesmos, os carentes de controle, os fracos e os inconsequentes. Então, nós rejeitamos totalmente as drogas.

“Os integrantes de RS não se deixariam morrer por essa ou aquela “doença” que seu próprio corpo não possa resistir e, para dizer a verdade, acreditamos que ninguém em sã consciência. É claro que poderíamos ignorar os antibióticos farmacêuticos. Todos os membros de RS se curam com os remédios da terra e rejeitam totalmente os medicamentos alopáticos. Para aqueles que adotaram a cultura da medicina moderna e nociva, é quase impossível viver sem aspirinas, ranitidinas, paracetamol, etc., mas antibióticos com aditivos químicos realmente não são necessários. Existem antibióticos naturais muito efetivos, como o própolis. Para quem conhece a cura por ervas é fácil aliviar-se ou se curar das doenças das cidades com infusões, cataplasmas, vaporizações, extratos, etc.” Comunicado: Já era hora… Resposta de RS a “Destrua as Prisões”.

– Paciência: Esta é uma das virtudes mais respeitáveis, já que o desespero é uma doença da civilização. Nela vemos que tudo corre a uma velocidade frenética, todos andam de um lado para o outro sem nenhum controle e deixando que suas rotinas os envolvam nisso, no desespero. Ter paciência e ser cuidadoso, tanto em atos contra o sistema quanto na própria vida, te distancia de problemas que muitos já sofreram (prisão, acidentes, morte, etc.) Repetimos, te afasta, mas não te isenta.

– Rejeição total (tanto em ideias como em atos) ao progressismo:

“Decidimos atentar contra esta instituição porque ela simboliza o humanismo e o progressismo. Repudiamos todos aqueles que, gritando, acabam neste tipo de comissão, exigindo garantias por seus “direitos humanos”, “respeito” a suas decisões grupais e o “cesse” da repressão. É absurdo que esta multidão espere que este tipo de organização precária resolva a seus problemas, os ampare e defenda, um exemplo claro de como o ser humano moderno deixou sua própria segurança na mão de estranhos, em vez de tomar a justiça em suas próprias mãos e defender-se como faziam os antepassados. Estes tipos de instituições são uma banalidade, não passam de uma fachada simples para ocultar a incapacidade que tem o sistema de lidar com os problemas internos de uma sociedade decadente, por isso a atacamos.” Pacotes-Incendiários contra a Comissão de Direitos Humanos, subestação elétrica CFE e Universidade Lucerna. Grupúsculo Trovão de Mixtón e Grupúsculo Senhor do Fogo Verde de Reação Selvagem.

– Constância: Dar seguimento a um projeto como este não tem sido fácil, sempre há problemas que não se espera que ocorra e, embora você não os espere, é preciso estar sempre preparado.

Se empenhar duramente e dar continuidade à finalidade imediata criam motivações reais que levam um individualista eco-extremista a ser constante. Isso pode nos levar a alcançar metas mais diretas. A meta que nós de Regresión temos ao publicar esta revista é acompanhar esta tendência. Se muda algo em alguém e esta pessoa decida empreender desde sua individualidade a guerra herdada por nossos ancestrais, adiante, embora esse não seja o nosso propósito (mudar as pessoas). Se isso acontece, é apenas obra do acaso.

– Rechaço às lutas seletivas: é necessário focar na guerra TOTAL contra o sistema tecnológico e contra a civilização, as demais lutas são reducionistas e são apenas uma pequena parte do problema real, lutas como “direitos humanos” (deficientes, negros, mulheres agredidas, imigrantes, homossexuais, etc.), “direitos dos animais”, “direitos trabalhistas”, “anti-racismo”, “anti-fascismo”, “anti-militarismo”, “feminismo”, “veganismo”, “abolicionismo carcerário”, “anarquismo social”, “comunismo”, “patriotismo”, etc.

“(…) Se colocamos em uma sala um homem comum, um negro, uma mulher, uma pessoa com deficiência, um gay e um defensor dos direitos dos animais, poderá ver que todos são diferentes em termos de caráter, pensamentos, regras morais, habilidades, etc., mais algo os une, todos e cada um deles tem um papel a desempenhar na sociedade, e esse papel é que estabilidade do sistema siga de pé. Para nós há diferença, mas ao mesmo tempo não, porque vemos um padrão, ou seja, o HUMANO (como tal) contribui expressamente para a destruição da natureza selvagem, sua civilização destrói tudo em seu caminho, sua tecnologia torna tudo mais mecânico e sua ciência subjuga o natural e o transforma em artificial. Não focamos nos problemas das pessoas ou problemas de um setor específico.

Penso que as pessoas que veem, se preocupam e “lutam” pelas causas menores, como a obtenção de “direitos”, novas leis, reformas, apoio a grupos vulneráveis, etc., estão se especializando nestas problemáticas e nós nos centramos no sistema tecnológico e na civilização, porque são as raízes de todos os males que nos afligem como espécie, o resto é apenas um efeito do problema real.” Entrevista a RS.

– Repúdio total (tanto em ideias como em atos) ao progressismo:

“Certamente muitos se perguntarão: E o que há de errado que exista este tipo de caridade com pessoas vulneráveis? Talvez, os especuladores não se deram conta de que o sistema sempre se veste de “monge bem-intencionado” para continuar se perpetuando. A alta tecnologia sempre terá o mesmo fim em qualquer uma de suas formas, seja terapêutica ou armamentista, educacional ou de destruição massiva, medicinal ou venenosa. E esse fim é continuar existindo sobre a natureza selvagem, por isso atacamos. Sem mais explicações: Não somos cristãos, não somos nobres, nós somos selvagens e não buscamos nem defendemos a caridade de nada com ninguém!”. Ataque explosivo à sede da Fundação Teletón México. Grupúsculo Caçador Noturno de RS.

– Assumir a responsabilidade: tomar em suas mãos as consequências de seus atos, reconhecer que causaram o impacto que causaram, muitas vezes enfrentando contradições, sendo a mais comum quando os tolos questionam: Se você luta contra o sistema tecnológico, por que usa computadores? Abaixo resgatamos uma nota esclarecedora e sarcástica de um grupo eco-extremista sobre a questão.

“Vivemos nas cavernas, sem eletricidade, sem celulares, sem INTERNET, e sem comunicação além dos sinais de fumaça, sendo testemunhos passivamente de como a artificialidade corrói qualquer rastro de natureza selvagem, a manipula, modifica, e com um tom suculento e brilhante, a apresenta ante uma disposição total, aguardando com calma a aceitação da população humana, sem nenhuma confusão ou contratempo. Gentis ante qualquer mudança biológica espúria, entregando o curso de nossas vidas a estranhos infortúnios.

Isso seria menos incoerente, né? Menos que publicar reivindicações, atentados e ameaças por internet, que preocupam tanto e são tão criticados por espectadores, internautas, leitores, etc… Porque, claro, as críticas contra o progresso científico-tecnológico moderno impedem que utilizemos certas tecnologias, porque aí seria armadilha ou trapaça! Raciocínio estúpido.

Não nos importa suas críticas a nossa suposta “incoerência”, não só não importa a nós, mas nos provoca risos a medíocre obediência e cumplicidade ao defender e proteger o boom científico-tecnológico, gastando apenas suas vidas… deixando apenas um rastro do que algum dia foi a natureza selvagem.” Atentados contra a Aliança Pró-Transgênicos. Círculo Eco-extremista de Terrorismo e Sabotagem.

“A luta contra o Sistema Tecnoindustrial não é um jogo do qual devemos vencer ou perder, vencer ou ser vencidos, é o que muitos ainda não entenderam e parece que muitos ainda estão esperando ser “recompensados” no futuro por pagarem de “revolucionários” no agora. É preciso aceitar que muitas coisas na vida não são recompensadas, que muitas tarefas e/ou finalidades nem mesmo são alcançadas (incluindo a autonomia), e a destruição do tecnosistema por obra dos “revolucionários” é uma delas. Agora não é hora de esperar pelo “colapso iminente”, para aqueles que querem ter tempo, como se o progresso tecnológico não crescesse aos trancos e barrancos e devorasse a nossa esfera de liberdade individual aos poucos.

Somos a geração que viu crescer ante seus olhos o progresso tecnológico, a especialização da nanobiotecnologia em vários campos da não-vida civilizada, criação e comercialização do grafeno, desastres nucleares como Fukushima, deterioração ambiental acelerada, o crescimento da biomimética, a expansão qualitativa e quantitativa da inteligência artificial, bioinformática, neuroeconomia, etc. É por isso que ITS vê o que é tangível, palpável e imediato, e esse imediato é o ataque com todos os recursos, tempo e inteligência necessários contra este sistema. Somos individualidades em processo de alcançar a nossa liberdade e autonomia dentro de um ambiente ideal, e junto com ele obedecendo a nossos instintos humanos selvagens atacamos o sistema que claramente nos quer em jaulas. Com isso nos esforçamos como indivíduos afins para tentar ficar o mais longe possível de conceitos, práticas e ideologizações civilizadas.” Sexto comunicado de Individualidades Tendendo ao Selvagem.

O Eco-extremismo é uma tendência, não é uma teoria nem regra, todos aqueles que se sentem realmente comprometidos com a natureza selvagem o entendem, e os que não, já sabem.

Fogo, explosivos e balas contra o sistema tecnológico e a civilização!
Em defesa extrema da natureza selvagem!
Axkan Kema, Tehuatl, Nehuatl!
Adiante com a Guerra!
– Espírito Tanu da Terra Maldita
-Revista Regresión


Terra Maldita e, especialmente o “Espírito Tanu”, ficam muito satisfeitos por terem participado na edição desde trabalho audiovisual em conjunto com a “Revista Regresión”. Deste intercâmbio de cumplicidades e materiais audiovisuais saímos com aprendizagens tanto técnicas como práticas. Esperamos que este trabalho contribua e seja um pequeno gesto para o avanço da guerra contra o sistema tecnoindustrial, chegando a olhos e mentes radicais.

Sudamos a cada um dos integrantes da Revista Regresión por confiar em nós. A Xale por sua paciência e esforço, a Espírito Tanu pelas horas de edição, possibilitando a publicação deste trabalho. CUSTOU, MAS SAIU!

Vida longa aos indivíduos eco-extremistas!
Em guerra selvagem contra a civilização!

[VÍDEO] Entrevista de ITS a TV5MONDE

Vídeo traduzido e legendado ao português que faz parte da entrevista Terroristas, Ecologistas: Quem está por trás do grupo ITS, os Individualistas Tendendo ao Selvagem?, realizada pela rede francesa TV5MONDE com Xale, membro-fundador de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS).

[VÍDEO – TRADUZIDO] Anónimx Sabotaje & Ignición, Cautela – Odio Arraigado

Letra:

Sou ninguém, nós somos nada
Traidores de nossa espécie, a bastarda raça humana

Sou mais um ser que despreza o cotidiano
Sou duas pernas, duas mãos contra todo o progresso humano

Eu não confio em sociedades utópicas
Não creio que haverão dias sem poder e noites sem autoridade

Eu não acredito que deixaremos de pensar
Que animais e plantas só existem para a nossa prosperidade

Capacidade de pensar, aparentemente nos fez mal
Destruindo o meio ambiente pelo desejo de governar

Este desejo insaciável de estar sempre pisando em algo
Parece inata esta ambição por dominar

Possuir a natureza para o seu bem estar
É fácil detestar quando somos o centro de tudo

Humano lixo, quando você será erradicado?
Quando diabos será o dia em que você deixará de respirar?

E se este ódio doente parece não ser justificado,
Tire as suas vendas e olhe para qualquer lado

Que daqui deste lado é possível ver que tudo piorou
O progresso tem avançado rapidamente

Arrastando consigo a vida
Os pulmões da Terra verão apenas a sua queda

Cortando a sua sábia existência
Por algum povoado desgraçado, a cidade e a ciência

Ódio enraizado palpitado sobre mim
Germinando ações, constantemente ameaçando
Incomodando!
A realidade presente!
Detestando!
Meu próprio fedor de humanidade!

Me inundando em mares de misantropia!
Como a falta de ar que é possível sentir ao ver carros nas avenidas
Minha respiração também será parada
Mas desejo que esta espécie veja o fim de seus dias

Extinção em massa
É a merda que se aproxima
Os alertas para conscientizações são puro show
São mais mentiras

Nova publicidade buscará “seres conscientes”
Formando parte do capitalismo verde

Somos o Nada!
Matilha faminta exterminando uma praga

À autoridade escrava
Estou pouco me fodendo para os seus protestos mortos

O mar e a terra em breve verão cair
A onda de vingança que tremerá edifícios e casas

Milhares de animais deixarão de viver
Desparecem por causa de uma espécie que não sabe conviver

Já basta de acreditar numa mudança coletiva
A esperança está morta, o Caos se tornou meu amigo

As bombas nos esperam para destruir a cidade
Interromperão o seu sem bem-estar, a sua bastarda comodidade

Existência destrutiva predadora da vida
Suas mentes aspiram à mineração e a construir represas

Filhos para mim, honestamente os quero mortos!
À irrevogável maternidade eu sempre fui induzida

A luta, o legado, não são motivos
Para mim não há razões
Por isso não estou nem aí
Para gerar um novo ser humano

População humana zero!
É o que eu realmente quero!
Os animais são os únicos que liberdade mereceram.

DOWNLOAD DA MÚSICA

SOUNDCLOUD DE IGNICIÓN, CAUTELA | SOUNDCLOUD DE ANÓNIMX SABOTAJE

[VÍDEO] Entrevista do sociólogo Rodrigo Larraín sobre Individualistas Tendendo ao Selvagem

Interessante entrevista de um sociólogo a um jornal chileno sobre ITS. Em seguida um texto analisando o que foi dito.

Entrevista da televisão chilena. O sociólogo entrevistado apresenta um interessante ponto de vista sobre o que representa o grupo Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS).

A fim de esclarecer algumas coisas ditas no programa e de uma maneira puramente pessoal, darei meu ponto de vista, tentando responder algumas questões. Embora eu deva dizer que, devido à profunda estupidez, insensatez e imbecilidade máxima do entrevistador, nenhum de meus esclarecimentos poderá fazê-lo entender qual é o real pensamento de ITS.

A entrevista é do dia 07 de Janeiro de 2019, e foi transmitida no jornal matinal Chilevision Noticias.

Sobre o Sociólogo

O acadêmico, de uma maneira bem-sucedida, consegue acertar algumas coisas e, em geral, creio que graças a seu conhecimento, ele consegue nos dar uma boa interpretação do significado das siglas. Mas, aparentemente, não tem conhecimento de um ponto crucial da guerra de ITS-Chile, dizendo que ITS concentrou seus atentados nos “setores populares”. Não é esse o caso, e para isso basta apenas lembrar das cicatrizes deixadas no corpo do endinheirado e elitista Oscar Landerretche, essas marcas provam que ITS também executou atentados contra os ricos e burgueses. É de conhecimento público que ITS não crê na guerra de classes nem em nenhuma destas supérfluas bobagens, o grupo não está contra a classe trabalhadora nem contra a dos poderosos, mas contra a humanidade moderna, portanto estas analogias não vêm ao caso.

Ele diz que os grupos de ITS-Chile não têm muitos recursos, e talvez esteja certo, este é um ponto que eu desconheço. Eu me questiono humildemente neste caso, se com os poucos recursos que têm os terroristas do sul conseguiram causar desastres contundentes, nem quero imaginar o que fariam quando consigam seus AK-47 e TNT.

Esclarecido isso, é extremamente interessante a visão do acadêmico de que o ITS funciona como uma seita que recebe ordens “a mando do sobrenatural”. Algo que chamou minha atenção foi como o professor, em seu entendimento, faz uma espécie de “defesa” das ideias do grupo contra a absoluta tolice do jornalista que não capta a essência do discurso dos terroristas.

Sobre o Jornalista

Este profissional meia boca em sua estreita mente e com base em seu humanismo enraizado se contorce de incompreensão ao ouvir as contradições dos terroristas de ITS. A preocupação deste espécime é que ele não consegue entender um grupo que critique a tecnologia e ao mesmo tempo a utilize. É importante dizer que ele não é o único com esta visão.

Eu aceito minha falta de lógica ou minha incoerência, ou como queiram chamar, não tenho nenhum problema moral em me contradizer. Diante deste questionamento eu não tenho a resposta iluminada que me dá a razão, é mais duvidoso que exista uma resposta. Mas vamos supor que eu consiga responder a sua pergunta; “porque usam a tecnologia se a criticam?”. A resposta poderia ser, “bem, porque é a única maneira de encarar sua civilização de maneira equitativa”. Essa é uma resposta possível, mas eu não busco a coerência em meu discurso, porque a verdade é que não quero encontrar uma resposta coerente. Os grupos de ITS entenderam que a única forma de avançar e conseguir travar sua guerra extremista é aceitando esta contradição, torná-la parte de seu caminho de terror e ponto. Deixando de lado laços morais que apenas atrapalham a sua guerra.

Este sujeito fica muito zangado e dá ênfases ao dizer “eles são completamente contra a tecnologia, mas suas mensagens eles mandam pelas redes sociais”. O cara acusa os terroristas de pouco sérios e de ilógicos. O engraçado aqui é que ele acha que a maior contradição é usar a internet, ignorando que a contradição não está apenas em usar a internet, assim como diz as partes mais importantes da entrevista, mas em muitas outras coisas.

Seguindo a lógica da coerência e a lógica que este sujeito aconselha, os terroristas não poderiam usar pólvora, nem tubos de aço, cabos, ou qualquer outra coisa para fazer seus artefatos. Deveriam ir morar no topo de uma colina, e sequer deveriam usar roupas e então andar nus pela rua, o que é algo impossível e estúpido. O cara pensa que ITS deveria utilizar flechas para atacar as máquinas do progresso e esculpir seus comunicados em pedra.

Então, por falta desta coerência, os terroristas não deveriam realizar atentados? Deveriam primeiro encontrar uma ideologia coerente e com isso ficaria justificado o método do terrorismo? Deveriam se render, abandonar sua guerra e deixar tudo como está? Deveriam eles fugirem para a natureza selvagem e se esquecer das vexações da humanidade contra a terra? Estúpido.

Como eu disse, “o ilógico” por utilizar a internet é minúsculo ao lado de outras contradições, como a adoção da misantropia. O mesmo acontece aqui. “Se odeiam a raça humana, porque não se matam primeiro?”. Aparentemente, esta “incoerência” que é mais profunda passa batido pelo sujeito. Talvez alguns terroristas realmente desejem se matar. Mas e se antes de se suicidarem preferissem seguir atentando contra a civilização? E se os terroristas desejem levar a cabo sua misantropia, se matando como os kamikazes e levar com eles a vida de vários humanos? Isso só eles sabem.

Mas isso das contradições não é um problema exclusivo de ITS, os grupos terroristas ao longo da história evidenciaram sua incoerência em alguns pontos. Não sei, penso nos terroristas islâmicos que odeiam tudo o que é ocidental, mas não tem escrúpulos na hora de utilizar a internet ou uma infinidade de produtos de seus inimigos. Os grupos anarquistas antiautoritarios que matam exercendo com isso a autoridade sobre a pessoa morta, ou o terrorista primitivista Unabomber que vivia sem eletricidade no bosque, mas usava materiais tecnológicos da civilização para seus atentados. Bem tudo se repete novamente, as mesmas críticas. Isso parece ser um problema histórico da qual ITS não se isenta.

Como podem ver, se os extremistas de ITS buscassem a coerência, a única coisa que lhes restaria seria dar um tiro na própria cabeça ou se atirar de um prédio. Mas não, desgraçadamente para a ordem social os terroristas não são simplesmente suicidas. A complexidade da mente dos eco-extremistas escapa ao raciocínio humanista. Somos loucos? Pode ser que sim, se a sanidade é a humanidade moderna e seu progresso implacável, então estamos loucos, fodidamente loucos.

Nascemos nesta era, a era da híper-tecnologia, não utilizá-la a nosso favor seria algo idiota, infantil e orgulhoso da nossa parte. Os povos selvagens ancestrais ao longo da história enfrentaram os invasores que buscavam conquistá-los, inicialmente utilizando ferramentas primitivas, mas logo entenderam que não era viável essa confrontação. O que fizeram? Se renderam? Deixaram que os invadissem sem mais nem menos? Claro que não. Em vez disso, se apoderaram das armas modernas de seus inimigos (armas de fogo, cavalos e táticas de guerra) e com isso travaram uma guerra sangrenta. O mesmo faz os terroristas modernos ao utilizar as tecnologias modernas, seja a internet, eletricidade, pólvora, vestimentas, comidas, etc.

Sem dúvida, poucos serão capazes de entender isso, já que é necessário um nível superior de inteligência para chegar à compreensão. Portanto, toda essa ninhada de jornalistas de quinta categoria, reportuchos de jornais ou simples cidadãos nunca entenderão. Em seus pequenos cérebros humanistas, onde tudo tem que ser razoável e coerente nossos postulados arrancam a sua lógica.

É por isso que pessoas intelectualmente superiores, como o acadêmico entrevistado, conseguem entender melhor a situação do terrorismo moderno.

-Malviviente

[SÉRIE] Nosso Planeta

Com imagens espetaculares e de altíssima qualidade da vida selvagem, o grandioso documentário Nosso Planeta traz a beleza natural de nosso planeta e mostra como as mudanças climáticas e outras ações da espécie humana têm impacto sobre todas as criaturas vivas e sobre a terra.

A série é um projeto ambicioso de oito episódios que ficou em produção durante quatro anos, realizando gravações em dezenas de países com a ajuda de uma equipe de 600 pessoas, com registros surpreendentes, arriscados e talvez nunca antes registrados da vida selvagem. A série Nosso Planeta foca na diversidade de habitats ao redor do mundo, como o remoto Ártico, as profundezas misteriosas dos oceanos, as vastas paisagens da África e as selvas variadas da América do Sul, um verdadeiro paraíso de biodiversidade com registros capazes de causar grande emoção devido à infinidade de beleza.

Em paralelo com toda a beleza selvagem exibida a série mostra também consequências das ações da espécie humana na natureza que está levando todas as outras espécies do mundo a uma extinção massiva e causando diversas alterações climáticas na terra através do aquecimento global e outras atividades destrutivas, registros realmente sensíveis e comoventes.

DOWNLOAD: Episódio 1Episódio 2Episódio 3Episódio 4Episódio 5Episódio 6Episódio 7Episódio 8

ATENÇÃO: abaixo está a senha para desbloquear os arquivos:

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A Amazônia Queima, e Queima Também a Consciência dos Híper-civilizados

Texto traduzido do blog Maldición Eco-extremista.

A Amazônia arde, já é notícia mundial. O fogo avança e queima tudo, e os híper-civilizados temem… Os alarmes estão ligados e nas redes sociais todos gritam aos céus: por que ninguém faz nada? Nosso planeta está morrendo!

Parece que a consciência mundial sobre o estado catastrófico em que submergimos o mundo está despertando, EM 2019! Lamentamos informar que já é tarde demais para isso, e “nosso planeta” está desgraçadamente condenado, ou melhor, “nosso mundo”, porque o planeta seguirá adiante sem nós.

Mas nós os parabenizamos, já que conseguiram fazer com que a Amazônia se tornasse trending topic no Twitter, certamente os animais mortos estarão agradecidos, e não há dúvidas de que a partir de amanhã começaremos a ver como as árvores se regeneram com base em likes e compartilhamentos. Que piada de merda…

Há algo que não resta dúvidas, a fúria é uma resposta adequada à devastação, mas não a que se indigna, sim a fúria que queima, que detona e que castiga.

Todos os dedos apontam a Bolsonaro como o maior culpado, e embora seja o caminho mais fácil, não se pode negar que o bastardo está particularmente ligado à acelerada destruição ambiental, no entanto, quantos vão além das palavras? Até onde sabemos, apenas um grupo esteve planejando a execução do bastardo. Se perguntam qual é?

Já faz muito tempo que nós vimos a crueza deste mundo, e se alguém precisa que toda a Amazônia seja queimada para se dar conta disso, que assim seja, desde que a resposta seja proporcional. O tempo das lamentações acabou, como os guerreiros da ALF já disseram: se não é você, então quem será? Se não for agora, será quando?

Ataca, queima, assassina!
Que a raiva se traduza em ódio misantrópico!
Morte à humanidade moderna!

Alguns vídeos para entender os últimos acontecimentos na região amazônica.

[VÍDEO] Próximo trabalho sobre Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS)

Em breve será disponibilizado na web um trabalho sobre ITS editado por Jake Hanrahan, jornalista e cinegrafista especializado em guerras modernas. Jake dirige a Popupar Front e já realizou diversos documentários e vídeos sobre grupos terroristas e guerrilhas ao redor do mundo. Jake já abordou ITS em outra ocasião durante um podcast com John Jacobi, confira neste link.

Abaixo a prévia do trabalho.

[VÍDEO] Bolsonaro na mira de grupo terrorista?

Vídeo pertinente de se assistir. Apesar de se concentrar nas ameaças do grupo eco-extremista Individualistas Tendendo ao Selvagem – Brasil (ITS-Brasil) a Jair Bolsonaro divulgadas numa reportagem da Revista Veja, os apresentadores conseguem realizar uma interpretação bastante interessante de algumas questões ao redor do grupo e fazem uma análise mais séria do fenômeno eco-terrorista em ascensão. Dentre os destaques está a coesa análise do significado do nome “Anhangá” e suas interpretações. Anhangá é membro proeminente da Sociedade Secreta Silvestre (SSS), facção brasileira de ITS. Os apresentadores fazem uma pequena cronologia dos recentes ataques de ITS-Brasil, suas ameaças que chamaram bastante atenção e suas motivações, estritamente ecológicas e inumanistas.

[FILME] Princesa Mononoke

Princesa Mononoke é uma animação de Hayao Miyazaki.

A história se passa numa época onde as pessoas ainda conviviam com feras e deuses, e um jovem chamado Ashitaka é atacado por um deus-javali amaldiçoado enquanto tentava proteger sua aldeia de um vingativo ataque do animal. Ashitaka contrai uma maldição na batalha e decide deixar seu povo e segue para o oeste, em busca da cura para o seu problema. Sem que ele soubesse, no oeste, mineradores de ferro e os deuses-animais travam uma grande batalha. Do lado dos deuses-animais se encontra San (a princesa Mononoke), uma jovem garota que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobo. Seu ódio pelos humanos que querem destruir a floresta dos deuses é tão grande, que ela acaba esquecendo-se de sua própria humanidade. Os mineradores são liderados por Lady Eboshi, que busca construir uma grande civilização avançada para época, e seria da floresta que eles retirariam as riquezas minerais, nem que para isso animais fossem mortos e árvores fossem derrubadas.

Ashitaka acaba tendo que ajudar San e os deuses-animais contra as intenções destrutivas do homem contra a natureza e uma grande guerra é iniciada.

Para baixar o filme dublado (e com legendas) acesse este link.

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Terroristas, Ecologistas: Quem está por trás do grupo ITS, os Individualistas Tendendo ao Selvagem?

Esta é a tradução de Terroristes, écologistes: qui se cache derrière le groupe ITS?, uma reportagem do veículo francês TV5MONDE. Peca nas declarações do “investigador” frustado academicamente que faz afirmações tolas em torno de ITS. Suas declarações contrariam as de outros investigadores que definem Individualistas Tendendo ao Selvagem como um grupo lúcido, sensato, cabal e intelectualmente superior, com bastante formação intelectual e pensamento complexo. Para citar alguns exemplos temos a investigação da Bio-Bio Chile, o texto do El Mostrador El ecoterrorismo y la paradoja de la locura total, escrito pelo magistrado em direito ambiental Jorge Andrés Cash, e a entrevista do sociólogo e acadêmico da Universidade Central do Chile Rodrigo Larraín ao canal chileno Chilevisión Noticias. Talvez este “investigador” frustrado seja algum policial mal pago disfarçado para desacreditar ITS. Abaixo a reportagem.

Os eco-terroristas de ITS (Individualistas Tendendo ao Selvagem) são extremistas ecológicos para quem “todos os seres civilizados merecem morrer”. Desde dezembro de 2018 pelo menos cinco ataques foram reivindicamos em quatro países, incluindo a Grécia. Seu credo? Niilismo. Sua luta? O retorno à natureza, convencidos da inescapável destruição do mundo. Apresentamos uma entrevista exclusiva com um membro desta célula terrorista, presente na América Latina e na Europa.

Quando se fala em terrorismo se imagina os jihadistas da Al-Qaeda ou do ISIS, mas não se pensa em pessoas que podem colocar bombas em nome da ecologia. Esta é uma prática de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS), um grupo eco-terrorista criado em 2011 no México, e que propagou novamente o terror no Chile em 4 de janeiro de 2019, depois de detonar uma bomba em uma parada de ônibus, no centro da capital, deixando cinco feridos. Seus membros parecem ter saído de um romance de ficção científica. Eles se movem clandestinamente na internet, e no vídeo enviado a TV5MONDE aparecem encapuzados e vestidos de preto. O membro da organização que fala neste vídeo se descreve como o “chefe de ITS no México”.

A TV5MONDE conseguiu entrar em contato com este grupo através de um blog conduzido por outro grupo eco-extremista de língua espanhola, “Maldición Eco-extremista“. Este blog está alojado no servidor italiano Altervista, que funciona como a “mídia oficial” de ITS. Todos os comunicados do grupo (75 até agora, sendo o último publicado em 22 de fevereiro de 2019), são publicados ali. O conteúdo do blog está em sete idiomas – Turco, inglês, italiano, português, grego, tcheco e romeno. “Nenhum membro de ITS fala francês”, indica um membro do “Maldición Eco-extremista” durante nossa investigação.

Para uma entrevista com um membro de ITS, trocamos emails com o “Maldición Eco-extremista” que nos pediu para criar uma conta em um serviço seguro de mensagens, com sede na Suíça. A entrevista resultante é a sexta desde a criação de ITS, e a primeira dada a um meio de comunicação em língua francesa. Três entrevistas de ITS foram dadas à mídia mexicana, depois à imprensa argentina, e por último a chilena.

TV5MONDE enviou a ITS perguntas por email. Xale, pseudônimo por trás do qual se esconde um dos membros fundadores de ITS e a cabeça da organização no México, respondeu algumas de nossas perguntas em um vídeo de sete minutos, posto a disposição através de um servidor baseado na Nova Zelândia.

Nada Nem Ninguém

“ITS foi criado espontaneamente”, diz Xale no vídeo que recebemos. “Em abril de 2011”, continua ele, “cometemos nosso primeiro ataque a bomba, que feriu gravemente um funcionário universitário no México. Queríamos parar por ali, mas vendo que poderíamos usar esse modus operandi, começamos a fazer dezenas de ataques com pacotes-bomba”.

Para ITS, um slogam resume tudo: “todos os seres humanos civilizados merecem morrer.” Em janeiro de 2019, enquanto ITS colocava um artefato explosivo em frente a uma universidade de Santiago, a capital do país, o grupo disse “se arrepender” de que o engenho não tenha explodido e matado alguém. “Qualquer um”, disseram no comunicado.

Ataques, mas com qual propósito? Nenhum. O grupo afirmou em 2016 a um jornal mexicano:não pedimos nada, não temos nenhuma demanda (…) não queremos resolver nada, não propomos nada a ninguém. Um niilismo em seu aspecto mais puro, é com esta nuance que Xale traz no vídeo: “Queremos participar da desestabilização da ordem estabelecida e, na paranoia coletiva, para aterrorizar os bons hábitos de uma sociedade corrompida por sua hipocrisia”.

“Todos os seres humanos civilizados merecem morrer.”
Trecho de um comunicado de ITS.

Além da desestabilização da ordem estabelecida, os niilistas do ITS desejam ferozmente um retorno à natureza. Uma visão como a de Rousseau, com frequentes referências aos povos indígenas da América Latina, tanto em revistas digitais, quanto no cenário do vídeo, com uma jarra utilizada pelo povo chichimeca (cabaça). A cena é adornada com um crânio de ovelha e raízes de uma planta mexicana: a mesquite, toda iluminada com “a cera de uma vela natural”, nos conta Xale.

Misticismo e Eco-terrorismo

Os nomes dos diferentes ramos de ITS também fazem referência a sua proximidade com a natureza: a “Horda Mística do Bosque” no Chile, as “Constelações Selvagens” na Argentina ou a “Seita Pagã da Montanha” no México. Seus membros não creem e nada, só em si mesmos, em sua “natureza selvagem” e suas “raízes primitivas”. “A esperança está morta aqui. Não existe. Não haverá mudanças nem revolução que transforme merda em ouro. Estamos perdidos e aceitamos nosso declínio enquanto olhamos o problema real: o progresso humano e a civilização moderna.”, disse Xale, membro fundador de ITS.

“Não pedimos nada, não temos nenhuma demanda (…) não queremos resolver nada, não propomos nada a ninguém”.
Trecho de uma entrevista de ITS dada a um jornal mexicano em 2016.

No entanto, ITS quer se livrar das fronteiras de qualquer ideologia e indicou, em 2016, na revista digitalRegresión – Cuadernos contra el progreso: “não somos revolucionários nem anarquistas, não representamos a esquerda radical. NÃO somos primitivistas. O romântico e ingênuo Zerzan (nota do editor da redação: filósofo primitivista) NÃO NOS REPRESENTA, tampouco o ingênuo radical Kaczynski (nota do editor da redação: eco-terrorista estadunidense) nem nenhum outro teórico grego, espanhol, italiano, brasileiro, nem ninguém”.

De acordo com um pesquisador latino-americano que prefere permanecer em anonimato por razões de segurança, ITS é um “grupo de pessoas jovens, mal preparadas, tanto intelectualmente quanto materialmente. O grupo se baseia em argumentos fracos”. Continua o investigador, “o que os faz ainda mais perigosos é que seu discurso evolui com o tempo”. Para o investigador, os membros de ITS tem mais “problemas mentais que crenças políticas”, o que é um “duplo perigo”.

Indivíduos tendentes ao selvagem, anticivilização

ITS está presente em sete países: três na Europa (Espanha, Grécia e Reino Unido (Escócia)) e quatro na América Latina: Argentina, Brasil, Chile e México.

Em 27 de junho de 2016 o grupo reivindicou o assassinato de Jaime Barrera Moreno, empregado da Faculdade de Química da Universidade do México, UNAM.

No blog Maldición Eco-extremista, haviam reivindicado outros assassinatos desde 2011, também relacionados com centros de investigação científica. Para ITS, “a humanidade está perdida”. Não é hostil à classe trabalhadora em particular, nem aos poderosos, o grupo se declara contra a “humanidade moderna”. Guerra de classes? “É uma estupidez desnecessária”.

“Por que atacar os oprimidos?”, se pergunta em uma declaração em janeiro de 2019. “Porque não nos importa o status social. Rico, pobre, carente. Qualquer ser humano merece morrer”, disse o grupo com um cinismo que não oculta depois de um ataque cometido na capital chilena.

Bombas em Nome da Ecologia

Em 4 de janeiro de 2019, uma bomba explode em uma parada de ônibus no centro de Santiago. O saldo: 5 feridos. Os santiaguinos ficaram com medo ao ver qualquer bolsa ou pacote esquecido na cidade nos dias após o ataque, a mídia ficou perplexa.

“Chile não está acostumado a este tipo de ações, e ainda menos quando não há uma ideologia forte por trás dele”, disse o investigador latino-americano contatado por TV5MONDE. Mas, acrescentou, “como em qualquer sociedade ocidental com um ritmo de vida agitado, este último ataque é quase esquecido por todos”.

Uma bomba em uma parada de ônibus e uma tentativa de incendiar um ônibus foi o que aconteceu no Chile em dezembro de 2018. Deixaram também explosivos na frente de igrejas no México e na Grécia na véspera de Natal do ano passado, ferindo a algumas pessoas. Bombas também foram abandonadas em frente a uma igreja no Brasil de Jair Bolsonaro, presidente de extrema direita recentemente eleito.

Os ataques de ITS, grupo oposto ao catolicismo, se dão em lugares “pequenos, isolados e fáceis de atacar”, analisa o investigador latino-americano. “Longe de um ataque em um shopping center, cercado por câmeras de segurança, onde aumentaria a pressão social para encontrar os perpetradores”, observa o investigador.

Por falta de evidências, as absolvições de ITS estão erigidas em vitórias. Após o ataque no Chile em 4 de janeiro de 2019, ninguém foi preso até agora.

Segundo uma fonte próxima à investigação a polícia chilena tem “poucas pistas”, e nenhuma delas “é clara”. Deve-se dizer que os serviços de inteligência chilenos foram desmantelados após a ditadura de Pinochet (1973 – 1990) e “não são efetivos”, disse o investigador latino-americano contatado por TV5MONDE. Isto explica sua “falta de jeito”, acrescenta, e explica em parte “os principais problemas no Chile para enfrentar e antecipar os casos de terrorismo”.

Em uma entrevista ao jornal andino La Tercera em janeiro de 2019, Raúl Guzmán, promotor encarregado da investigação do ataque de 4 de janeiro de 2019 em Santiago, segue na mesma direção: “Eu gostaria que a Agência Nacional de Inteligência do Chile (ANI) desempenhasse um papel mais operacional na descoberta de informações.” Em outras palavras, o promotor pede uma maior eficiência desta agência. Este promotor chileno agrega que estas ações terroristas “não obedecem a nenhuma ideologia política”. O niilismo, portanto, ligado ao desejo de liberdade dos animais.

Guerrilheiros da Causa Animal

ITS se opõe à domesticação de animais. Com os escândalos de carne polaca estragada, ou lasanha com carne de cavalo (*), podia-se crer que estes eco-terroristas são parte da linha anti-especista como a associação L214, mas não é bem assim.

Em um texto intitulado “O Mito do Veganismo“, criticam a “irracionalidade das ideias e valores da filosofia vegana”, denominada por eles “regime civilizado moderno que alimenta os sonhos progressistas dos humanistas de merda”. O eco-terrorismo não tem fé no homem, nem em seu futuro.

“A longo prazo, tudo o que queremos é sobreviver, continuar travando a nossa guerra, nos expandir a outras nações e ter êxito em todos os nossos ataques”, disse Xale no vídeo enviado a TV5MONDE.

Com respeito ao risco de ataques na França, de acordo com nossas fontes, ITS “não se constitui como uma ameaça imediata e prioritária no território nacional e não se considera suficientemente capaz para atacar os interesses fundamentais da Nação.”

*Se refere a escândalos relacionados com a indústria agroalimentar na França, como a carne polaca encontrada em mal estado e a venda fraudulenta de lasanha de cavalo.

Naghol: o salto ritualístio ao vazio

Naghol, que quando traduzido significa “salto ao vazio”, este é o nome de um ritual anual de iniciação praticado por jovens rapazes da Ilha de Pentecostes, em Vanuatu. O rito é um verdadeiro “mergulho na terra”. Preparados desde a adolescência para o ritual, os melanésios se jogam do alto de uma torre de madeira de 30 metros, semelhante a um andaime, amarrados pelos tornozelos a um tipo especial de cipó – talvez por influência da umidade maior nessa época do ano, a planta se torna elástica. Ao pular, seus cabelos devem “varrer” o chão (que é revolvido para suavizar o impacto) para garantir a fertilidade do solo.

Origem

A origem do Naghol é descrita em uma lenda de uma mulher que estava insatisfeita com seu marido, chamado Tamalie, que era muito vigoroso em seu ato sexual, e por isso ela fugiu para a floresta. O marido seguiu-a, então ela subiu em uma figueira. Tamalie subiu a árvore atras dela, e para fugir, ela amarrou cipós nos seus tornozelos e pulou. Seu marido saltou atrás dela, mas por não ter amarrado cipós em seus pés, seu salto foi mortal.

Assim, desde então os homens desta ilha realizam o mergulho anualmente como um ritual para não serem enganados novamente. Embora não seja obrigado a mergulhar, aqueles que fazem o salto são reverenciados na comunidade e vistos como verdadeiros guerreiros. Afinal, mergulhar significa sacrificar sua vida para a tribo. Meninos em torno de sete e oito saltam, passam a ser considerados homens depois que sobrevivem à queda.

Além disso, acredita-se que um salto bem feito garante que a safra do ano de inhame será bem sucedida: quanto maior o mergulho, melhor será a colheita. Um bom mergulho não só demonstra a masculinidade e a coragem do mergulhador, mas também garante uma colheita de inhame abundante para o ano, e remove as doenças associadas com a estação chuvosa.

Com informações de Magnus Mundi e Wikipédia.

[ES – VÍDEO] Tzilacatzin: O Guerreiro Ancestral Imparável

Tzilacatzin foi um guerreiro ancestral Otomi, uma fera cuja a valentia levou os espanhóis à beira do desespero e contínuas derrotas. De grande físico e pensamento selvagem, o guerreiro era audaz e temido no campo de batalha. Destroçou com um garrote em mãos as armaduras e corpos dos soldados espanhóis que se atreveram a desafiá-lo, massacrou e fez ranger os ossos daqueles que o desafiaram. De sua garganta saíam ferozes gritos de guerra e suas palavras juravam acabar com quantos homens brancos se impusessem em sua frente.

[ES – VIDEO] Cronología Maldita: Sobre-Bomba del Caos

Este vídeo em espanhol compartilhado publicamente na web realiza uma cronologia do que foi considerado uma ação terrorista por parte das autoridades chilenas, o ataque do grupo eco-terrorista Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) na avenida Vicuña Mackena em Santiago do Chile, em janeiro deste ano.

[DOCUMENTÁRIO] Terra

Terra é um deslumbrante documentário que relata a rica diversidade da vida na natureza selvagem em suas mais diversas manifestações desde os primórdios. A produção que faz um paralelo entre passado e presente narra e ilustra a evolução da espécie humana junto a outras e como nossa espécie chegou ao atual estado de inconsciência capaz de atirar ao abismo toda a vida na Terra através civilização e do progresso.

Antes o que era só mais uma espécie dentre milhões acabou por fazer com que o mundo girasse em torno de si em detrimento de todas as outras, ela se alienou de seu ambiente natural e criou para si um terreno estranho e doente, capaz de contaminar e adoecer a todo o resto. Terra é sobre isso, sobre as características deslumbrantes da natureza selvagem e a capacidade catastrófica da espécie humana para destruir a sua existência e a de outras espécies engolidas por um extincionismo abismal.

Por mais que o final do documentário advogue por um otimismo tolo com a mensagem barata de “vamos nos juntar para fazer algo e mudar o rumo da civilização”, como se não fosse a própria civilização e o seu progresso o problema, a produção narra e cobre belos momentos no mundo selvagem, ela é capaz de despertar ira. Tola em alguns, extremista a outros.

Você pode assistir o documentário dublado em português logo abaixo, mas se quiser, pode também baixá-lo neste link.

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[FILME] Ex-Pajé

Ex-Pajé é um filme do cineasta brasileiro Luiz Bolognesi que retrata a ameaça das igrejas evangélicas e da modernização ocidental para a identidade cultural dos povos indígenas contemporâneos. O filme exibe a história de Perpera, um antigo pajé da tribo dos Paiter Suruí obrigado a se converter ao cristianismo após ser acusado de ter ‘vínculos com o diabo’ por uma cruzada evangélica. Até os 20 anos Perpera viveu num grupo isolado na floresta onde se tornou pajé. No entanto, depois que os brancos passaram a explorar o local, ficou difícil para o índio continuar a tradição. Isso porque os pastores evangélicos condenavam os atos e saberes do pajé. Em resumo: diziam que a pajelança era coisa do Diabo. Mesmo que não acreditasse, Perpera se sentiu obrigado a desistir. Viu-se cada vez mais isolado socialmente.

Para o filme um manifesto foi escrito, “os espíritos da floresta estão zangados, chorando por ajuda, como se, para cada árvore derrubada, cada rio poluído, eles se aproximassem da extinção. Um sábio xamã disse uma vez, a floresta é um portal cristalino, e todos nós, os humanos, precisamos disso. Se a floresta partir, nosso espírito partirá também. Os pajés devem existir e, para existir, devem ser respeitados. Antes que seja tarde demais, o mundo seja esvaziado de sua espiritualidade e o Céu pode cair sobre nossas cabeças! Chega de etnocídio! Mais pajés! Menos intolerância”, diz um trecho.

Segundo o cineasta, o papel da evangelização está sendo exercido pelas igrejas evangélicas, que têm correntes “fundamentalistas e muito agressivas” e apresentam grande crescimento no Brasil. Além disso, o trabalho destas igrejas é realizado de modo “muito violento”, em particular, contra os pajés, ao os acusarem de terem ligação com o diabo, o que os leva a serem perseguidos por seu próprio povo.

Algumas lideranças indígenas mostradas no filme afirmaram que a violência contra os pajés e a perseguição da igreja é, precisamente, o maior problema que os povos indígenas enfrentam atualmente no Brasil, por isso decidiram escrever um manifesto, que teria trechos lidos durante a apresentação do filme no festival.

O texto lembra que “em nome de um deus, homens missionários atacaram nos últimos séculos muitas outras formas de vida” e alerta que hoje se observa “o emergir de novas cruzadas de intolerância”, especialmente de missões evangélicas.

Além disso, os indígenas denunciam que os evangelizadores “se aliam aos inimigos dos povos indígenas, com mineradores e lenhadores legais e ilegais, com o objetivo de explorar não apenas os elementos preciosos de suas terras, mas também de suas almas”.

Segundo Bolognesi, “o encontro entre o interesse evangélico e o agrobusiness é estratégico”, pois ambos formam uma rede que “trabalha em conjunto” e que tem como objetivo destruir a dimensão mitológica dos povos indígenas.

“Se acabamos com sua mitologia, a floresta já não tem valor mágico, já não tem valor simbólico, espiritual” e, assim, fica mais fácil convencer os povos indígenas a destruir tudo e a despertar neles o interesse pelo dinheiro, comentou o cineasta.

Para Bolognesi, é precisamente de sua relação mitológica com a floresta e com a terra que os ocidentais brancos têm algo a aprender.

“Falamos muito de sustentabilidade, esta é a palavra do momento, mas ninguém no mundo conhece mais de sustentabilidade que os povos indígenas das Américas”, afirmou o cineasta.

Durante milhares de anos, explicou Bolognesi, os povos indígenas viveram de uma riqueza muito grande de carboidratos e proteínas, “sem destruir a diversidade de DNA que existe no mundo”.

Por meio das imagens, fruto da sensibilidade do diretor, Ex-Pajé deixa clara a intensidade e a gravidade da nova inquisição cristã e também o incômodo de Perpera. As cenas em que ele aparece nos cultos, está sempre de costas para o Pastor, com o olhar voltado para a floresta.

Trailer:

Para assistir o filme você pode descarregá-lo neste link. Lembramos que não hospedamos nesta plataforma qualquer tipo de arquivo ilícito ou não autorizado, e todo o material aqui compartilhado é extraído de fontes públicas na web.

Esta publicação contém trechos extraídos do Portal Geledés.

A Comunicação Entre as Árvores

Este interessante vídeo mostra como a natureza selvagem é interdependente e se comunica entre si de diversos modos para assegurar a sobrevivência de espécies e a expansão da vida silvestre. No ambiente selvagem não existe organismo solitário em funcionamento, tudo se interdepende em cadeia para formar um grande organismo vivo, especialmente as plantas e árvores.

[ARGENTINA] A Presença de ITS Ameaça a Segurança do G20


Neste vídeo exibido em uma reportagem na TV argentina o grupo eco-terrorista Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) é tido como uma das ameaças ao G20 que foi realizado naquele país. A reportagem exibida no programa  “Periodismo Para Todos” aborda ITS a partir do minuto 14 do vídeo. Nela mencionam que tiveram contato com o grupo e em um áudio enviado pelos integrantes da organização Constelaciones Salvajes é feito um repasse geral dos pensamentos da tendência. Para conferir o vídeo no site da emissora de TV, acesse este link. Se deseja conferir apenas a mensagem na íntegra que foi enviada para a reportagem você pode conferir o vídeo abaixo que foi disponibilizado na web.

[VÍDEO] ¿Cómo No?

¿Cómo No? é um vídeo publicado na web que compila um punhado de danos provocados pela civilização e o ser humano moderno à natureza selvagem. O texto adjunto ao vídeo foi também extraído da web.

Como não odiar as petroleiras? Como não desejar a sua destruição? Como não sentir raiva diante dos atentados contra a Terra? Como não querer atacar a desprezível mineração? Como não sentir asco pela devastação nuclear? Como não amaldiçoar a sua prática? Como não rechaçar o cristianismo? Como não continuar com a Guerra Ancestral? Como não clamar por vingança? Como não querer ver mortos os religiosos? Como não incendiar seus malditos templos e suas putas imagens? Como esquecer o que fez o invasor? JAMAIS! Como não vomitar com as inovações tecnológicas? Como não odiar a alienação moderna? Como não ver a loucura civilizada nisso tudo? Como não querer esfaquear a todos os híper-civilizados? Robôs miseráveis! Como não sentir asco dos estereótipos?

O ser humano moderno é um lixo, não tem salvação nem solução alguma. Está destinado a sua lenta artificialização. O ser humano moderno esqueceu que é um animal… Foi seduzido pela não-violência progressista. Os eco-extremistas reconhecem que são animais domésticos ainda com instintos assassinos, como todos os exemplos no vídeo.

[ES – VÍDEO] Paquete-Bomba: ITS-Chile

Este vídeo foi compartilhado publicamente na web e se trata das reações, análises, equívocos e espanto dos meios de comunicação à respeito do atentado de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) no Chile contra o então presidente na época da mineradora de cobre Codelco, Óscar Landerretche.

[Vídeo – ES] Chile: ITS nos preocupa, pois busca alvos terroristas que danam a Terra: Capitão de Carabineros aposentado

Nesta entrevista concedida ao canal de televisão NTN24, Jorge Valdés, um especialista em segurança e ex-capitão da força militar chilena, analisa o grupo eco-terrorista Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) após o ataque perpetrado contra o então presidente na época da empresa de mineração Codelco, Óscar Landerretche. O áudio está em espanhol.

Vídeo – [Sub. ES-PT] Entrevista con experto en seguridad: sobre el atentado de ITS-Brasil

Entrevista com o especialista em segurança pública Newton de Oliveira concedida à Rádio EBC sobre o primeiro ataque reivindicado por Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) no Brasil em agosto de 2016, há poucos dias dos Jogos Olímpicos daquele ano. O comentarista foi pouco assertivo em suas análises.

O vídeo disponibilizado foi extraído da web.

[AUDIO – ES] Todas as Emissões da Rádio Primate

Radio Primate é um podcast em espanhol publicado na web que analisa a tendência eco-extremista e o grupo mais expressivo que advoga por este pensamento radical, Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS).

*Recomenda-se escutar o áudio com fones de ouvido, isso devido ao som grave da voz no podcast.

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0:00 – 4:03: Apresentação

4:04 – 7:19: Música

7:23 – 20:12: Sobre as Últimas Manifestações Selvagens

20:13 – 22:37: Música

22:38 – 51:30: A Caça às Bruxas Contra Atassa nos Estados Unidos

51:31 – 54:19: Música

54:21 – 1:19:39: A Persistente Presença de ITS

1:19:41 – 1:24:05: Música

SEGUNDA EDIÇÃO


OBS: este podcast é todo sobre o grupo terrorista Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS). A partir de 32 minutos e 57 segundos se aborda o tópico ITS-Brasil.

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[PT – VÍDEO] Catarse – Dias Melhores Nunca Virão

Este projeto foi publicado na web por Erva Daninha juntamente com o texto adjunto. Encontramos valor nas palavras e no texto que têm poder reflexivo e de alerta. Confira abaixo.

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Este projeto é sobre o agora, o mesmo agora de há três anos atrás quando ele foi produzido e esquecido. Esta edição é sobre os gritos de dor de um planeta que morre pelas mãos de um animal chamado humano e indiferente com a beleza do mundo. Juntei todas as minhas forças naquele momento para reunir o que encontrei de mais grave e pessimista sobre a situação ecológica da terra, recortes que apenas afirmam que já acabou para o humano e a civilização, não há mais volta e ele será punido com uma catástrofe extintiva que o varrerá deste planeta. As águas, os solos, as florestas, os outros animais, todas estas coisas sagradas significam nada para o humano civilizado adorador da tecnologia moderna. Coisa alguma poderá mudar o curso que a nossa espécie traçou para si mesma. Não há esperanças nem revoluções, tampouco messias que poderá deter a catarse da natureza selvagem. Merecemos o nosso próprio extermínio porque miseravelmente brincamos de deuses sem possuir grandeza para isto. Os dias por virem são pessimistas porque nós fizemos do agora o fim. Não haverão dias melhores.

Erva Daninha.

Primeira Entrevista a Individualistas Tendendo ao Selvagem

Primeira entrevista de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) concedida à Radio La Fórmula após o ataque homicida do grupo no México que resultou na morte de um trabalhador da Faculdade de Química da UNAM.

O que vocês querem dizer com os ataques de 25 e de 8 de abril?

É preciso esclarecer uma coisa aqui, ITS NÃO foi responsável pelo ataque em 8 de abril na C.U., foi outro grupo que compartilha a mesma tendência do eco-extremismo, mencionamos ele em nosso último comunicado para evidenciar que as autoridades universitárias acalmaram ditos ataques.

Por outro lado, o ataque de 25 de abril na C.U., foi parte de uma coordenação entre grupos de ITS no México, Chile e Argentina.

Dedicamos todo o mês de abril a essa coordenação de ataques, os quais foram:

– Em 6 de abril a “Horda Mística do Bosque”, abandonou um artefato incendiário dentro da Faculdade de Ciências Físicas e Matemáticas da Universidade do Chile, em Santiago. Embora o artefato tenha sido encontrado antes de ser ativado, uma grande comoção foi gerada na comunidade universitária do país dos terremotos.

– Em 12 de abril o grupo “Ouroboros Silvestre”, detonou um explosivo em frente a Universidade de Ecatepec, no Estado do México, esta a poucos metros da Câmara Municipal localizada em pleno centro de San Cristóbal. Neste caso o artefato explodiu com sucesso sem que se soubessem mais detalhes.

– No mesmo dia o mesmo grupo abandonou um artefato explosivo de ativação eletromecânica na Comunidade Educativa Hispano-americana no mesmo município. O artefato detonou em um dos guardas da instituição no momento em que ele o ergueu e provocou-lhe ferimentos, acontecimento que as autoridades educativas e os meios de comunicação local acobertaram, os quais disseram que o artefato havia detonado sem deixar feridos e apenas danos materiais.

– Em 19 de abril o “Grupo Oculto Fúria de Lince” detonou um artefato explosivo caseiro em uma das entradas da Tec de Monterrey – Campus Cidade do México, em Tlalpan, sem que mais detalhes fossem conhecidos.

– Em 21 de abril o grupo “Constelações Selvagens” abandonou um pacote-bomba dentro da Universidade Tecnológica Nacional em Buenos Aireis, Argentina, sem que se soubessem maiores detalhes, pois as autoridades silenciaram o atentado.

– Em 25 de abril o “Grupo Oculto Fúria de Lince”, abandonou um artefato explosivo de ativação eletromecânica similar ao que detonou na Comunidade Educativa Hispano-americana em Ecatepec, mas dessa vez na Faculdade de Arquitetura na C.U., sem maiores detalhes.

– No mesmo dia, o mesmo grupo abandonou outro artefato explosivo com um mecanismo similar ao outro, mas, na faculdade de Engenharia, especificamente no edifício A, sem que mais detalhes fossem conhecidos.

Todos estes atos foram realizados pelos grupos mencionados e que estão associados a ITS, e que foram reivindicados em nosso Sétimo Comunicado em 9 de maio passado.

Contra quem atentaram?

Os ataques de 25 de abril na C.U., em particular, foram simbólicos e materiais contra a UNAM e contra qualquer universitário que cruzasse com os explosivos abandonados. É falsa a informação que propagaram alguns meios de comunicação onde dizem que os ataques de 25 foram especificamente contra o chefe de serviços químicos, é mentira.

Quantos mais objetivos vocês tem?

Nosso objetivo em específico é a civilização como um todo, as universidades e empresas que geram escravos para que este sistema continue a crescer, os shoppings e instituições que enchem de lixo as mentes das ovelhas cegas que rumam direto ao abate (com isso não estamos nos posicionando a favor da sociedade de massas, a qual também contribui com a destruição da Terra com a sua simples existência), atacamos os símbolos da modernidade, da religião, da tecnologia e do progresso, atentamos diretamente contra os responsáveis por esta mancha urbana que segue se expandindo e devorando os entornos silvestres que ainda restam. Em suma, nós, os eco-extremistas, estamos contra o progresso humano, o qual corrompe e destrói toda a beleza que há neste mundo, o progresso converte tudo em artificial, mecânico, cinzento, triste. Nós não suportamos isso e esse é o motivo pela qual declaramos guerra a esta civilização e seu asqueroso progresso já há alguns anos.

Nunca prenderam um companheiro de vocês?

Em 2011 depois de “mandar pelos ares” a dois professores da Tec de Monterrey – Campus Atizapán, dissemos que a PGR e demais instituições de segurança eram uma PIADA e ainda seguimos dizendo. Nenhum dos nossos foi detido até agora…

Por que matar?

E por que não? É pecado? É um crime? É errado? Com certeza mais de uma pessoa disse “sim” em alguma destas perguntas. Respondemos. Para ser claros, nós matamos porque isso é uma GUERRA, pelo motivo de não reconhecermos mais autoridade que a autoridade de nossas deidades pagãs relacionadas à natureza e contrárias ao catolicismo e ao deus judaico, deidades pessoais que nos empurram para o confronto. Matamos porque não reconhecemos outra lei a não ser as leis naturais que regem TUDO neste mundo morto. Matamos porque rechaçamos qualquer moral que nos queiram impor, porque não consideramos nem “mal” nem “bom”, mas sim uma resposta de nossa individualidade a toda a destruição que gera o progresso humano.

Dentro do espectro do terrorismo, matar pode ser uma estratégia, um chamado, uma advertência para o que talvez possa ocorrer…

Voltando ao tema central, assassinamos o chefe de serviços químicos da UNAM para lembrá-los que podemos atacar a qualquer momento a quem quer seja dentro da universidade, para mostrar que nossos objetivos foram ampliados. Em 2011 nos dedicamos a atacar os cientistas e investigadores, agora todos os que integram a comunidade universitária podem e são um objetivo potencial. Por quê? Pelo simples fato de serem parte da comunidade estudantil e progressista do mais alto local de estudos.

Advertimos meses atrás às autoridades da UNAM, advertimos que se nossos ataques permanecessem sendo silenciados teriam de enfrentar as consequências. O resultado foi a escandalosa morte dentro da Cidade Universitária como um aviso. Tanto faz para nós que tenha sido um trabalhador, o mesmo escândalo houvesse ocorrido se o morto fosse um estudante ou um professor, ou na melhor das hipóteses, um investigador renomado. O objetivo, a UNAM, foi atingido mais uma vez. As autoridades desmoralizadas e nós com mais uma morte em nossa história.

Como podem provar que foram vocês?

As provas estão nos fatos, o corpo tinha seus pertences, não foi um roubo. O corpo foi localizado em um lugar onde não há câmeras, isso indica um ataque direto e não outra coisa. Já sabemos que as autoridades da cidade estão preparando suas “investigações” torpes e com faltas de argumentação (como sempre) para indicar que não foi nós para não assustar ainda mais a comunidade universitária. Havíamos pensado em arrancar o couro cabeludo dele como prova, mas não foi possível. Como escrevemos no comunicado, fica para a próxima. Você e todos podem pensar o que quiserem, que foi um roubo, uma vingança pessoal por pessoas de seu bairro, que foi acidental, etc., mas a nossa história não mente, não somos um grupo novo que vem do nada, e já foi evidenciado com esse e com outros atos que não estamos de brincadeira.

Se não acreditam em um amanhã melhor nem são revolucionários, o que pedem? Qual é a finalidade de sua luta?

Nós não pedimos nada, não temos exigências ou “folhas de petição”. Se pode negociar a perda de nossas raízes como seres humanos naturais que estão resistindo à artificialidade da civilização? Claro que não, não há negociação nem mesas de diálogo ou qualquer outra coisa.

Nós não acreditamos nas revoluções, afinal sempre visam a “solução de problemas”, a construir algo novo e “melhor”. Deixe-nos dizer, a era das “revoluções” e dos “revolucionários” acabou, não existe “revolução” alguma que possa mudar uma coisa negativa por uma positiva porque hoje tudo está corrompido, porque tudo está à venda, porque o que rege o mundo na atualidade não é o poder político, mas o econômico. As revoluções são coisas do passado e nós entendemos isso muito bem.

Nós não queremos resolver nada, nem propomos nada a ninguém, não queremos mudar o mundo, nem queremos nos unir à massa. Chega das utopias secundárias, chega de ter em mente que possa haver um mundo novo. Olha ao seu redor, o presente está repleto de horrores causados pela mesma civilização, pela alienante realidade tecnológica (redes sociais, celulares, etc.), respira o espesso ar desta suja cidade, olha as pistas repletas de carros, observa a massa se espremendo nos ônibus, nos metrôs, veja suas caras cansadas da mesmice. O poder econômico poucos o tem, vivem no luxo, se afundam em notas e comodidades, os meios de comunicação estão vendidos à melhor oferta, e surgem os não-conformistas, e desaparecem com eles e os assassinam, a tensão social se agrava, e quando tudo parece que irá explodir, a normalidade retorna, ou tudo se vai a uma normalidade alternativa. Por isso nós deixamos de acreditar em um “amanhã melhor”, porque este presente decadente é o único que temos, e neste presente apenas vemos o progresso que avança sem freio em direção ao abismo civilizado.

A civilização está podre, cada vez mais se corrói, porém segue avançando. O que mais iríamos querer senão fazê-la colapsar com nossas próprias mãos? Mas isso seria outro propósito infantil.

Nós não apostamos na queda da civilização, nem temos como finalidade a destruição desta, que fique claro.

No aspecto filosófico somos pessimistas, porque vimos que todo o belo para nós, que é a natureza, se perdeu, a destruíram e seguem empurrando-a à extinção. Não nos resta nada pelo que lutar, exceto por nossas próprias individualidades. Nós seguimos sendo humanos ao invés de robôs, somos a Natureza Selvagem que resta, o último dos últimos, nós continuamos nos considerando parte da natureza e não os donos. Nós eco-extremistas resgatamos nossas raízes primitivas, e entre muitas outras coisas está a confrontação, o conflito que nos identificou como pessoas desta terra, filhos da algaroba e do coiote, guerreando contra os que nos queiram domesticar, assim como fizeram nossos antepassados mais selvagens ao não permitir serem subjugados pelos europeus a sua chegada na Grande Chichimeca.

Nós eco-extremistas somos animais domésticos com seus instintos ainda vivos. Para muitos é certeza que é uma “incoerência” dizer que estamos contra tudo isso e continuar usando tecnologia. Respondemos que não hesitamos em usá-la para conseguir nossos fins imediatos, isso é um fato, nós não nos importamos com um caminho cair em supostas “inconsistências”, assim como não nos importamos com nada que nos considerem o que quer que seja.

Uma das finalidade de ITS e do eco-extremismo em si é o ataque, é devolver os golpes que deram à Natureza Selvagem sem ser homenageados como “revolucionários”, desinteressadamente guiados por um impulso egoísta.

Os eco-extremistas são como as abelhas, as quais fincam seu ferrão para ferir a seu oponente (a civilização), lutando sabendo que morrerão tentando, já que está claro que nesta guerra não sairemos vitoriosos.

Isso vai parecer que somos doentes mentais ou desequilibrados, mas olha, o eco-extremismo niilista é uma tendência que praticamente “nasceu” no México, e que alguns individualistas tomaram como sua no Chile, Argentina e Europa. Está claro que não somos os únicos loucos…

Talvez há mais perguntas que respostas, isso é tudo que diremos por agora. O que está feito está feito.

Ecologistas Selvagens

Pequena reportagem investigativa extraída do site Reporter Indigo. Foi publicada em 2016.

jalisco

A Procuradoria Geral de Jalisco atribuiu a organização eco-terrorista Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS) dois explosivos encontrados em fevereiro em Guadalajara, o que confirma sua chegada; em 2011 ITS perpetrou diversos ataques contra membros da comunidade científica do TEC, UNAM, UPP e outros.

“Nossos atos estão pensados para aterrorizar, ferir, mutilar e assassinar aos mencionados objetivos. Utilizando ameaças, explosivos e armas de fogo para cumprir nossos fins imediatos. Os e as que trabalham na destruição da natureza selvagem necessitam de uma punição, seus atos não permanecerão impunes.”

“Nada, absolutamente nada garante que não serão feridos civis. Na verdade, nossos ataques são projetados para causar o maior dano possível e se em um destes atentados caem mais vidas do que havíamos pensado, melhor ainda.”

Isso faz parte do Quinto Comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS), uma organização inclinada ao eco-terrorismo a qual a Procuradoria Geral de Jalisco atribui a colocação de dois artefatos explosivos em Guadalajara, em fevereiro passado, o que revela sua chegada à cidade.

A notícia passou um tanto despercebida. Em 8 de fevereiro foram abandonados pacotes explosivos nas delegações do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt), e na Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação (Sagarpa), ambos neutralizados pelo esquadrão Tedax de Guadalajara.

Dois dias depois, o promotor Eduardo Almanguer Ramírez disse que o atentado “foi dirigido a cientistas”, e abundou:

Um deles é investigador em novas tecnologias de produção agroalimentícia e o outro é o diretor do Conacyt, estão desenvolvendo vários projetos e estamos revisando o que poderia ter ocorrido”, uma declaração registrada pelo jornal Crónica.

Em 13 de fevereiro foi o próprio ITS que se atribuiu da autoria destes artefatos, em seu Segundo Comunicado, onde descreve suas ações e objetivos:

“Um pacote-bomba de ativação eletro-mecânica composto de dinamite foi abandonado nas oficinas centrais da Sagarpa na colônia Tabachines, do município de Zapopan. O pacote estava dirigido ao titular da instituição federal.”

“Um outro pacote-bomba de ativação similar, porém composto por um tubo de papelão sólido preenchido com pólvora negra foi abandonado nos escritórios do Conacyt, dirigido ao encarregado da instituição, na colônia Vallarta San Jorge, em Guadalajara.”

“Embora ambos explosivos não tenham alcançado o seu fim, o qual era ferir ou privar a vida das pessoas-objetivos, foi gerada uma grande mobilização policial e militar em ambos municípios.”

Em um informe posterior de seu Comissário de Segurança Pública, Raúl Alejandro Velázquez Ruiz, obtido em 14 de março através da lei de acesso à informação pelo Repórter Indigo, a Procuradoria confirmou o ITS por trás dos pacotes explosivos.

A Chegada

A organização ITS -antes denominada de Individualidades, não Individualistas– situa sua origem em 2011, ano em que perpretaram diversos ataques à comunidade científica em locais como a Cidade e o Estado do México, Guanajuato, Hidalgo e Morelos, mas não havia antecedente dela em Jalisco.

“Que saibam que ITS também se encontra em Jalisco, isto foi apenas uma prova, seguiremos empenhados em aterrorizar, ferir, mutilar e até mesmo assassinar os cínicos responsáveis por trás de uma instituição que se dizem “preocupados” com a natureza, mas que, em vez disso (sic), são responsáveis diretos pela devastação e a domesticação desta.”

Em seu Primeiro Comunicado de 26 de janeiro de 2016 definiram seus objetivos:

“Persistimos nesta guerra declarada contra o sistema tecnológico, contra os que o aperfeiçoam e o sustentam. Atentamos fisicamente e emocionalmente contra aquelas pessoas-objetivos que se empenham em destruir e manipular os ambientes naturais, indômitos e selvagens que restam.”

“Nossos atos estão pensados para aterrorizar, ferir, mutilar e assassinar aos mencionados objetivos. Utilizando ameaças, explosivos e armas de fogo para cumprir nossos fins imediatos. Os e as que trabalham na destruição da natureza selvagem necessitam de uma punição, seus atos não permanecerão impunes.”

Em seu Quinto Comunicado em 2 de março, afirmou ter presença no Estado do México (Ouroboros Silvestre); na Cidade do México (Grupo Oculto “Fúria do Lince”); em Michoacán (Grupo Editorial “Revista Regresión”); e em Jalisco (Bando Feral-Delinquencial), além de Chile e Argentina.

“Vagamos por suas cidades em busca de seus defeitos e imperfeições, à procura de tudo que seja civilizado e progresso humano. Conhecemos seus tempos, suas horas e momentos, sua rotineira monotonia civilizadora nos ampara”, é parte do seu Terceiro Comunicado de 19 de fevereiro, desde o Chile.

A História

O primeiro atentado que é atribuído a ITS data 19 de abril de 2011, na Univerdade Politécnica do Vale do México, em Tultitlán, onde um artefato explodiu e provocou feridas graves a um trabalhador no rosto.

Somente em 2011 ITS assumiu a autoria de outros quatro pacotes explosivos: no Tec de Monterrey em Atizapán (8 de agosto); no Centro de Investigação e de Estudos Avançados de Irapuato (Cinvestav, 28 de agosto); na Universidade Politécnica de Pachuca (8 de dezembro); e nos escritórios do Greenpeace (25 de novembro).

Além disso, assumem a responsabilidade do homicídio em Cuernavaca de Ernesto Méndez Salinas, investigador do Instituto de Biotecnologia da UNAM, em 8 de novembro de 2011.

Após o ataque citado ao Tec de Monterrey, onde a explosão do dispositivo feriu a Armando Herrera Corral, coordenador do Centro de Desenvolvimento Empresarial e Transferência de Tecnologia, e a outro cientista, Alejandro Aceves López, ITS difundiu:

“Parece que neste atentado acertamos a dois tecnonerds com um só tiro.”

Em seguida o procurador mexiquense, Alfredo Castillo Cervantes, disse à imprensa em 9 de agosto de 2011:

“Foi identificado como prováveis responsáveis um grupo denominado Individualidades Tendendo ao Selvagem, por suas siglas ITS, como aqueles que tem atribuído o envio e fabricação de um artefato explosivo contra o pessoal acadêmico deste centro educacional”; asegurou que tinha presença na Espanha, França e Chile.

Em 2013 ITS atribuiu a suas atividades mais dois explosivos, um explodiu em um carro dos correios da Sepomex em Tlalpan (21 de fevereiro), e outro foi dirigido ao investigador em nanotecnologia Sergio Andrés Águila, do Instituto de Biotecnologia da UNAM, em Morelos, entretanto não detonou (11 de fevereiro).

Libertação Animal

Antes de ITS, um grupo também de orientação eco-extremista -mas sem se assumir como terrorista- havia deixado explosivos em Guadalajara: a Frente de Libertação Animal, a qual a Procuradoria atribui três artefatos, embora apenas tenha detonado.

O primeiro foi colocado aos arredores do laboratório Novartis em 22 de setembro de 2009. A FLA acusou a esta empresa de torturar animais; e o segundo foi posto em 19 de maio de 2010 a 20 metros de distância do primeiro local; nenhum explodiu.

Em contrapartida, em 6 de novembro de 2010, a FLA explodiu um pacote nas imediações da Secretaria de Desenvolvimento Rural, embora sem causar grandes danos. Os três foram na colônia Americana de Guadalajara.

Em seu relatório sobre Terrorismo em 2009, o Departamento de Estado estadunidense incluiu a atividade da FLA no México:

“Embora os incidentes de terrorismo doméstico não tenham aumentado durante o ano passado, o México recebeu ameaças de um grupo anteriormente ativo (o EPR) e testemunhou o surgimento de um novo elemento.”. E observa:

“De maio a agosto, a Frente de Libertação Animal assumiu a responsabilidade por ataques a bancos e pontos comerciais na Cidade do México, usando bombas com tanques de propano. Três bombas foram descobertas sem explodir, outras três causaram danos em propriedades, mas não houve feridos.”

No relatório de 2010 os atos da FLA voltaram a ser incluídos nos “incidentes terroristas” no México.

[ES – MINI-DOCUMENTÁRIO] Infierno Egoico: Terrorismo Nihilista En La Italia Del Siglo XXI

Infierno Egóico: Terrorismo Nihilista en la Italia del siglo XXI é um mini-documentário disponibilizado publicamente na web que aborda brevemente algumas ações de grupos que advogam pelo Niilismo Terrorista na Itália, tendência que influenciou parte do pensamento sobre “atentado amoral” no Eco-extremismo.

[ES – DOCUMENTÁRIO] – La Espora del Eco-extremismo en el Sur América

La Espora del Eco-extremismo en el Sur América é um documentário disponibilizado publicamente na web que aborda o início da internacionalização do grupo Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS). A produção cobre a expansão do grupo eco-terrorista para o Chile, Argentina e Brasil, não aborda a sua chegada à Europa no ano de 2018.

[ES – DOCUMENTÁRIO] La Evolución del Eco-extremismo en México

Presentación:

“La evolución del Eco-extremismo en México” es un esfuerzo audio-visual realizado por “Espíritu Tanu de la Tierra Maldita” y la “Revista Regresión”, en este, se refleja el desarrollo tanto teórico como práctico que han tenido ciertos grupos que han puesto en su mira el progreso de la civilización, la ciencia y la tecnología.

Desde el año 2007 hasta ahora (2016), se ha desatado toda una serie de ataques, los cuales, se han venido perfeccionando tras el pasar del tiempo.

Al principio esos ataques fueron a golpear la industria de la explotación animal, después pasaron a atacar la industria de la destrucción de los ecosistemas; previamente los ataques se fueron afinando, implementando atentados contra personas en específico relacionadas con las ciencias avanzadas, después de este lapso, los grupos que participaron en estas tres etapas se unieron en un grupo denominado “Reacción Salvaje”, para así después de su disolución, estos grupos ya afinados en sus críticas y mejorados en práctica, siguieran la guerra por separado, como hasta ahora se ha mantenido.

Los individualistas que formamos parte de la tendencia del Eco-extremismo, nos unen varias cualidades, las cuales mencionamos en seguida, con esto no estamos diciendo que las personas que pasan a los actos extremos contra el sistema tecnológico TIENEN QUE ser así, pero es necesario tenerlos en cuenta.

El Eco-extremismo lo han formado sus propios propulsores, lo consolidan bajo la espontaneidad, en la solidificación del ataque y en la variabilidad de los objetivos, abarcando varios factores como los siguientes:

-Defensa extrema de la Naturaleza Salvaje y guerra a muerte contra la Civilización:

“(…) viendo la realidad vislumbramos que la mayoría de las críticas que se hacen a la tecnología tienen un trasfondo reformista, dicen “la tecnología nos está llevando a la no-interacción personal, mejor hay que limitarla”, “la vida en sedentarismo en esta civilización causa problemas de salud, mejor hay que ejercitarnos más seguido”, “lo artificial nos consume, no soporto la vida en la ciudad, vamos a un día de campo”, “la basura inunda los mares, hay que comprar productos amigables con el medio ambiente”, “la tecnología no es el problema, el problema es el uso que se le da”, etc. Estas supuestas críticas son las que son negociables, y hasta son propuestas para que el sistema siga creciendo, reformándose y fortaleciéndose.

Pero qué tal si decimos; “la tecnología es el problema, incendiemos tal o cual empresa de innovación tecnológica con todos dentro”, “la civilización se expande peligrosamente arrasando con la naturaleza que queda, asesinemos al ingeniero de tal mega proyecto”, “la sociedad estúpida solo sigue las reglas haciendo que la maquina siga avanzando, son parte del problema, detonemos un explosivo en un lugar público con un cargo simbólico importante”, etc. Ese tipo de críticas extremistas son las que no son negociables y las que defendemos (…)” – Entrevista a Reacción Salvaje.

-Apego y respeto a la Naturaleza Salvaje:

Existe una relación muy íntima entre la naturaleza y nuestra especie de carácter simbiótico, esa relación la hemos perdido un poco tras el pasar de las generaciones, pero es posible volver a reconectarnos, volver a recuperar nuestra naturaleza salvaje (aunque no en su totalidad, claro).

Apreciamos en gran manera la naturaleza, de ella provenimos y a ella regresaremos, defenderla y defender nuestras raíces más profundas, las que nos unen a ella, es solo una consecuencia de ser aun humanos y no humanoides. Las habilidades de supervivencia, el reconocimiento de flora y fauna silvestre, la caza, la recolección, la imaginación que da cabida a una vida lo más alejada de la civilización que se pueda, son herramientas que complementan al individualista y a su grupo de afines.

“Para muchos de nosotros es muy viable tener un huerto orgánico desde donde poder tomar la comida en tiempos de escases o la medicina en tiempos de enfermedad. No caemos en contradicciones, lo importante es desarrollar estilos de vida que se alejen lo más que se pueda de la dependencia artificial del sistema.

Aunque algunos miembros de RS están más atraídos por la vida de recolectores y cazadores, no desestiman la opción de los huertos.”Entrevista a Reacción Salvaje.

-Rechazo total al cristianismo, y enaltecimiento de creencias individuales paganas apegadas a la naturaleza, tanto en lo cotidiano como en los actos extremistas.

“Seguimos estando de lado de la naturaleza salvaje, seguimos venerando al sol, a la luna, al viento, a los ríos, al coyote y al venado, seguimos rechazando el cristianismo con ritualismos en la oscuridad de los espesos bosques, seguimos siendo las guardianas del fuego, seguimos danzando alrededor de la hoguera, aunque seres civilizados seguimos teniendo el instinto característico del ataque.”Articulo La Guerra Chichimeca (segunda parte). Revista Regresión N° 4

“(…) saltamos las alambradas de púas que protegían el canal de aguas negras y detrás de un gran árbol de Pirúl que sigue de pie, realizamos varias detonaciones de arma de fuego en contra de las maquinarias, estructuras y paredes de dicha construcción. Los disparos directos dañaron y aterrorizaron a los que se encontraban en el lugar, con el tronido de las balas detonando iban los sonidos de los animales muertos para la construcción de la obra, iba el violento zumbido del viento que mueve las hojas de los árboles derribados y el imperceptible cantar del agua del rio ennegrecido por lo artificial, también, iban los gritos de guerra de nuestros antepasados: ¡Axcan Kema Tehuatl Nehuatl!” – Acción armada contra Túnel Emisor Oriente (TEO). Grupúsculo de Lo Oculto de Reacción Salvaje.

-Terrorismo:

“Porque en el ataque terrorista no hay consideraciones para nadie, ni siquiera para nosotros mismos, nos adentramos en la nada porque lo único seguro es la incertidumbre.
Sin importar herir a civiles, golpeamos así, con este acto, la quijada de la “moral del ataque”, porque en la Guerra contra la Civilización y su Progreso no existen ataques ni “buenos” ni “malos”, porque esta Guerra si no es extremista e indiscriminada, no lo es.” – Muerte a la “moral del ataque” (Explosivo en Sanborns). Ouroboros Nihilista.

-Determinación: El arrojo es una de las cosas que caracteriza a los grupúsculos. Actuar fríamente y sin contemplación alguna con extraños durante un atentado, sabotaje o atraco, es menester.

Si hay dudas o no se está del todo seguro en defenderte (en matar o morir), de aquella persona que intenta detenerte (ya sea un civil o un policía), mejor ni lo intentes. En otras palabras, se indiscriminado.

“(…) nuestra intención era que explotara causando la mayor destrucción posible sin importar que con ello murieran o se mutilaran personas. Queremos dejar en claro también que, en nuestro accionar en contra de la civilización no consideraremos la vida de los borregos que ciegamente aceptan el desarrollo y el progreso para llevar una vida más cómoda, por ello es que decidimos atacar este medio de transporte y aunque no causó las magnitudes que se esperaban creó una gran tensión entre usuarios y autoridades.” – Ataque explosivo frustrado en el Metro. Grupúsculo Indiscriminado.

-Austeridad: Las necesidades artificiales son un problema para los miembros de esta decadente sociedad, aunque algunos no las vislumbren y se sientan felices cubriéndolas con su vida de esclavos que llevan. La mayoría de la gente está siempre intentando pertenecer a ciertos círculos sociales acomodados, sueñan con lujos, con comodidades, etc., y para nosotros eso es una aberración. La sencillez, arreglártelas con lo que tengas a la mano, y apartarse de los vicios civilizados rehusando de lo innecesario son características muy notorias dentro del individualista del tipo eco-extremista.

-Apego y práctica de actividades delincuenciales:

“En Regresión remarcamos como parte de nuestra esencia, el extremismo individualista, que es la consecuente postura frente a la civilización moderna difusora de los valores humanistas que tienden al progreso, y que nos están llevando al despeñadero tecnológico.

Las dinámicas sociales a las que estamos sometidos dentro de este complejo sistema, muchas veces nos absorben como individuos, nos hacen participes de la masa, del devastador consumismo y de la rutinaria vida de esclavos en las urdes, pero nosotros hemos decidido resistir esos embates, resistir desde la clandestinidad y aceptar en lo cotidiano nuestras contradicciones de las cuales nos retroalimentamos y nos formamos como verdaderos individuos, sujetos únicos.

Resistir y negar la vida impuesta desde pequeños y formarnos una vida sencilla y lo más alejadamente posible de aquellos lineamientos y esquemas culturales modernos, es una de las finalidades que se concreta desde el presente. Pero para formarnos esa vida que queremos, alejada de las grandes ciudades y adentrada en la profundidad de la naturaleza, conlleva en algunas ocasiones requerir dinero, dinero que preferiríamos robarlo de cualquier lugar u obtenerlo por medio de las cientos de formas delincuenciales que existen, antes que esclavizarnos a la vida de subordinados que la mayoría de personas lleva. Así de claro, es por eso que el grupo editorial de esta revista, siente simpatía por la reapropiación del dinero para fines concretos que lleven a tener una vida digna de vivir, sin importar a quien se dispare cuando el dinero no es entregado, porque cuando un empleado no entrega el dinero del patrón, este no merece la pena que siga viviendo, defiende como un perro obediente las migajas del amo, así que merece una puñalada o una bala en su cuerpo, igualmente, cuando el empresario, dueño o ejecutivo del negocio no cumple las exigencias del ladrón, también se merece lo mismo o algo peor.

No hay misericordia tampoco en estos actos, es todo o nada, es del extremismo del que hablamos sin tapujos, si es que ese dinero hará falta para algún fin del extremista individualista, este lo debe tomar pase lo que pase. Aquí cabria mencionar que para nosotros el dinero no lo es todo, esto lo decimos de una forma realista, en este mundo regido por grandes corporaciones económicas, en algunas ocasiones es necesario obtener dinero para cubrir ciertos fines y/o medios, para nosotros obtenerlo trabajando no es una opción, obtenerlo por fraude, asaltando o estafando sí.

Aquellos antepasados que vieron afectados sus modos de vida por la expansión de las civilizaciones tanto mesoamericanas como occidentales, tuvieron que actuar también en su momento de esta forma (depredación, rapiña, engaño, robo y/o asesinato), nosotros solo cumplimos nuestro rol histórico como herederos de esa fiereza salvaje.
¡Por la proliferación de la delincuencia y el terrorismo que sacie los instintos de los individualistas!” – Texto editorial. Regresión N° 3

-Sobriedad: Mantenerse sobrios y rechazar en todo las drogas legales e ilegales es importantísimo dentro de esta tendencia, siempre hay que estar alertas ante cualquier eventualidad. Caerse de borracho, fumar cigarros o mariguana, inyectarse drogas, inhalar solventes, intentarse “curar” con medicina alopática, es decir, invadir tu cuerpo con esas nocivas sustancias solo lo hacen los necios, que no se respetan ni a sí mismos, los carentes de control, los débiles e inconsecuentes. Así que las rechazamos totalmente.

“Los integrantes de RS no se dejarían morir por aquella “enfermedad” que su propio cuerpo no pueda resistir, y a decir verdad, creemos que nadie en su sano juicio. Y claro que podríamos hacer de lado los antibióticos farmacéuticos, todos los integrantes de RS se curan con los remedios de la tierra y rechazan totalmente la medicina alopática, para aquellos que han adoptado la cultura de la medicina moderna y nociva se les hace imposible vivir sin aspirinas, ranitidinas, paracetamol, etc., pero realmente no son necesarios los antibióticos con aditivos químicos, existen antibióticos naturales muy efectivos como el propóleo. Para quien conoce de hierbas curativas no es ningún problema aliviarse o curarse de las enfermedades de las ciudades con infusiones, cataplasmas, vaporizaciones, extractos, etc.” – Comunicado: Ya se habían tardado… Respuesta de RS a “Destruye las Prisiones”.

-Paciencia: Esta es una de las virtudes más respetables, la desesperación es una enfermedad de la civilización, en esta, vemos que todo corre a una velocidad frenética, todos andan de un lado para otro sin control alguno y dejando que sus rutinas los envuelvan en eso, en la desesperación. Tener paciencia y ser cuidadoso tanto en los actos en contra del sistema como en la vida misma, te alejan de los problemas que muchos han padecido (cárcel, accidentes, muerte, etc.), repetimos, te alejan, mas no te dejan exento.

-Rechazo total (tanto en ideas como en actos) al progresismo:

“Decidimos atentar contra esta institución pues simboliza humanismo y progresismo, repudiamos a todos aquellos que, chillando, llegan a parar a este tipo de comisiones para exigir garantías a sus “derechos” humanos, “respeto” a sus decisiones grupales y “cese” a la represión, es absurdo que esta gentuza espere a que este tipo de raquíticas organizaciones resuelva sus problemas, los ampare y los defienda, ejemplo claro de cómo es que el ser humano moderno ha dejado en manos de extraños su propia seguridad, en vez de tomar justicia por su propia mano y defenderse como lo hacía antes. Este tipo de instituciones son una banalidad, “la pus”, solo una simple fachada para disimular la incapacidad que tiene el sistema para manejar los problemas internos de una sociedad decadente, por eso la atacamos.” – Paquetes-incendiarios contra Comisión de Derechos Humanos, subestación eléctrica CFE y Universidad Lucerna. Grupúsculo Trueno del Mixtón, Grupúsculo Señor del Fuego Verde de Reacción Salvaje.

-Constancia: Darle seguimiento a un proyecto como este no ha sido fácil, siempre hay problemas que uno no espera que se presenten, y que aunque no los esperas siempre hay que estar preparados.

Las motivaciones reales llevan a ser constante a un individualista eco-extremista, trabajar duro y darle continuidad a la finalidad inmediata puede llevarte a conseguir metas directas. Nosotros en Regresión, la meta que tenemos en publicar esta revista es darle el seguimiento que se merece a esta tendencia, si algo cambia en alguien y ese alguien decide emprender desde su individualidad la guerra heredada por nuestros ancestros, adelante, aunque esa no es nuestra finalidad (cambiar a las personas) si eso pasa, solo sería obra de la causalidad.

-Rechazo a las luchas selectivas: Es necesario centrarse en la guerra TOTAL contra el sistema tecnológico y contra la civilización, las demás luchas son reduccionistas y solo son una pequeña parte del problema real, luchas como los “derechos humanos” (discapacitados, negros, mujeres golpeadas, inmigrantes, homosexuales, etc.), “derechos animales”, “derechos laborales”, “anti-racismo”, “anti-fascismo”, “anti-militarismo”, “feminismo”, “veganismo”, “abolicionismo carcelario”, “anarquismo social”, “comunismo”, “patriotismo”, etc.

“(…) si ponemos en un cuarto a un hombre común, un negro, una mujer, un discapacitado, un gay y un defensor de los derechos de los animales, podrás ver tu que todos son distintos en cuanto a carácter, pensamientos, reglas morales, aptitudes, etc., pero algo los une, todos y cada uno de ellos tiene un papel que desempeñar en la sociedad, y ese papel es que la estabilidad del sistema siga en pie. Para nosotros hay diferencia pero a la vez no, pues vemos una regla general, y es que, el HUMANO (como tal), contribuye expresamente a la destrucción de la naturaleza salvaje, su civilización arrasa todo a su paso, su tecnología lo vuelve todo cada vez más mecánico y su ciencia subyuga lo natural y lo vuelve artificial. No nos centramos en los problemas de la gente, o en las problemáticas de un sector en específico.

Pienso que las personas que ven, se preocupan y “luchan” por las causas menores, como eso de la obtención de “derechos”, nuevas leyes, reformas, apoyo a grupos vulnerables, etc., se están especializando en esas problemáticas, y no nosotros, nos hemos centrado en el sistema tecnológico y en la civilización pues son las raíces de todos los males que nos aquejan como especie, lo demás es solo un efecto del verdadero problema.” – Entrevista a RS.

-Repudio total (tanto en ideas como en actos) al progresismo:

“Seguro muchos se preguntarán: ¿Y qué tiene de malo que existan este tipo de caridades con la gente desprotegida? Quizás, los preguntones no se han dado cuenta de que el sistema siempre se viste de “monja bienintencionada” para seguir perpetuándose. La tecnología compleja siempre tendrá el mismo fin en cualquiera de sus formas, ya sea terapéutica o armamentista, educacional o de destrucción masiva, medicinal o ponzoñosa. Y ese fin es el continuar existiendo por sobre la naturaleza salvaje, por eso nuestro ataque.

Sin más explicaciones: ¡No somos cristianos, ni nos caracteriza la nobleza, somos salvajes, no buscamos ni defendemos la caridad de nadie ni con nadie!” – Ataque explosivo a la sede de la Fundación Teletón México. Grupúsculo Cazador Nocturno de RS.

-Asumir la responsabilidad, tomar en tus manos las consecuencias de tus actos y asumirlas como tuyas hayan causado el impacto que hayan causado, enfrentándose muchas veces a contradicciones, la más común es cuando los necios cuestionan: ¿si luchas contra el sistema tecnológico porque usas computadoras? Abajo rescatamos una nota aclaratoria-sarcástica desde un grupo eco-extremista sobre esta cuestión:

“Vivimos en las cavernas, sin electricidad, sin celulares, sin INTERNET; y sin comunicación más allá de las señales de humo. Siendo testigos pasivamente, de cómo la artificialidad corroe cualquier rastro de naturaleza silvestre, la manipula, la modifica, y con un tono jugoso y brillante, la presenta ante una total disposición, aguardando sosegadamente la aceptación de la población humana, sin ningún aspaviento y contratiempo alguno. Apacibles ante cualquier cambio biológico espurio, entregando el rumbo de nuestras vidas a funestos extraños. Esto sería una menor incoherencia, ¿Cierto?

Menor que publicar reivindicaciones, atentados y amenazas por internet, que tanto les preocupa y critica la comunidad televidente, cibernauta, lectora, etc… Porque claro está, la crítica al progreso científico-tecnológico moderno impide usarlo en su contra, ¡Eso sería trampa, pillines!

Nos tienen sin cuidado sus críticas a nuestra supuesta “incoherencia”, no solo sin cuidado, si no que sirven para mofarnos de la mediocre obediencia y complicidad, al defender y proteger el auge científico-tecnológico, expendiendo más que solo sus vidas… Dejando solo una estela de lo que alguna vez fue naturaleza salvaje.”Atentados contra la Alianza Pró-Transgénicos. Circulo Eco-extremista de Terrorismo y Sabotaje.

-Rechazo a la “Revolución” como concepto y estrategia: La realidad muchas veces nos presenta un escenario muy derrotista, muy pesimista, aun así, asumir ese realismo y aceptarlo tal y como es, (aunque cause un conflicto mental) es necesario para tirar por la borda esa venda de los ojos que nos ha cegado desde hace tiempo, esa venda llamada utopía. Muchos han criticado a Individualidades tendiendo a lo salvaje, a Reacción Salvaje y a otros grupos que han desechado la idea de un “mejor” mañana, que declaran que no esperan nada positivo de toda esta guerra, y que desprecian la esperanza. La gente siempre va a querer oír lo que les conviene, y no la Realidad. El individualista eco-extremista es realista y pesimista a la vez, no escucha la alegre cantaleta de los pueriles optimistas, porque para él, el presente que vive está lleno de realidades sombrías, las cuales hay que enfrentarlas con fortaleza, defendiéndose de ellas con uñas y dientes.

“La lucha contra el Sistema Tecnoindustrial, no es un juego del cual debemos ganar o perder, vencer o ser vencidos, eso es lo que muchos no han comprendido aun y parece ser que muchos todavía están esperando a ser “recompensados” en el futuro por hacerla hoy de “revolucionarios”. Se debe aceptar que muchas cosas en la vida no son recompensadas, que muchas tareas y/o finalidades ni siquiera son alcanzadas (incluida la Autonomía) y la destrucción del tecnosistema por obra de los “revolucionarios” es una de ellas. Ahora no es tiempo de esperar el inminente colapso, para los que se quieran tomar el tiempo como si el progreso tecnológico no creciera a pasos agigantados y devorara nuestra esfera de Libertad individual poco a poco. Somos la generación que ha visto crecer ante sus ojos el progreso tecnológico, la especialización de nanobiotecnología en varios campos de la no-vida civilizada, creación y comercialización del grafeno, desastres nucleares como en Fukushima, deterioro ambiental acelerado, el acrecentamiento de la biomimética, la expansión cualitativa y cuantitativa de la inteligencia artificial, bioinformática, neuroeconomía, etc. Es por eso que Its ve por lo que es tangible, palpable e inmediato, y eso inmediato es el ataque con todos los recursos, tiempo e inteligencia necesarios contra este sistema. Somos individualidades en proceso de la consecución de nuestra Libertad y Autonomía, dentro de un ambiente optimo, y junto con ello atacamos al sistema que nos quiere a todas luces en jaulas, obedeciendo nuestros instintos humanos salvajes. Con esto nos esforzamos como individuos afines por tratar de mantenernos lo más alejados que se pueda de conceptos, prácticas e ideologizaciones civilizadas.” – Sexto comunicado de Individualidades tendiendo a lo salvaje.

El Eco-extremismo es una tendencia, no es una teoría, ni una regla, todos aquellos que se sienten comprometidos realmente con la naturaleza salvaje, lo comprenden, los que no, no.

Fuego, explosivos y balas contra el sistema tecnológico y la civilización!
En defensa extrema de la naturaleza salvaje!
Axkan Kema, Tehuatl, Nehuatl!
Adelante con la Guerra!!

-Espíritu Tanu de la Tierra Maldita
-Revista Regresión


Tierra Maldita y especialmente “El Espíritu Tanu”, quedamos muy satisfechos al haber participado en la edición de este trabajo audiovisual en conjunto con la “Revista Regresión”. De este intercambio de complicidades y materiales audio-visuales salimos con aprendizajes tanto técnicos como prácticos. Esperando que este trabajo contribuya y sea un gesto mínimo al avance de la guerra contra el sistema tecnoindustrial, llegando a esos ojos y mentes radicales.

Saludamos así a cada uno de los integrantes de la Revista Regresión por confiar en nosotros. A Xale por su paciencia y esfuerzo. Al Espíritu “Tanu” por cada hora de edición. Haciendo posible todos la publicación de este trabajo. ¡COSTO PERO SALIO!

¡Larga vida a los individuos eco-extremistas!
¡En guerra salvaje contra la civilización!