[PT – DOCUMENTÁRIO] A Evolução do Eco-extremismo no México

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Disponibilizamos legendado em português o documentário A Evolução do Eco-extremismo no México, uma produção publicada na web que mostra as origens, etapas e ações de grupos eco-radicais e de libertação animal que levaram ao surgimento espontâneo da tendência do eco-extremismo, e em seguida de grupos como Reação Selvagem (RS) e pouco depois Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS), o mais expressivo que abdica pela tendência do eco-extremismo. O registro não trata de sua internacionalização que ocorreu em meados de 2016, já que a cobertura vai até o final de 2015.

O texto abaixo foi resgatado do já encerrado blog Tierra Maldita. O documentário e o texto ajudam a entender suas origens e alguns aspectos da tendência.

A tradução ao português é um esforço da Revista Anhangá em conjunto com a Revista Regresión.

Para maior entendimento do que é o eco-extremismo nos dias de hoje recomendamos o texto O que é o Eco-extremismo? – A flor que cresce no submundo: Uma introdução ao eco-extremismo.

Apresentação:

“A Evolução do Eco-extremismo no México” é um esforço audiovisual realizado por “Espírito Tanu da Terra Maldita” e a “Revista Regresión”. Nele se reflete o desenvolvimento tanto teórico como prático que tiveram certos grupos que colocaram em sua mira o progresso da civilização, a ciência e a tecnologia.

Desde o ano de 2007 até agora (2016), foi desencadeada uma série de ataques que foram se aperfeiçoando ao passar dos anos.

A princípio estes ataques visaram atacar a indústria da exploração animal, depois passaram a atacar a indústria da destruição dos ecossistemas, então foram se refinando, implementando atentados contra pessoas específicas relacionadas com as ciências avançadas. Depois desta fase, os grupos que participaram nestas etapas se uniram em um grupo denominado “Reação Selvagem”, de modo que após sua dissolução, estes grupos já refinados em suas críticas e melhorados na prática, seguiram a guerra separadamente, como até agora tem sido mantida.

Os individualistas que fazem parte da tendência do Eco-extremismo se unem em várias qualidades que serão mencionadas neste texto. Com isso não estamos dizendo que as pessoas que realizam atos extremos contra o sistema tecnológico TEM QUE ser assim, mas é necessário tê-los em conta.

O Eco-extremismo foi formado por seus próprios propulsores, se consolidou sob a espontaneidade, na solidificação do ataque e na variabilidade dos objetivos, abrangendo vários fatores, tais como:

– Defesa extrema da Natureza Selvagem e uma guerra até a morte contra a civilização:

“(…) observando a realidade vislumbramos que a maioria das críticas que fazem à tecnologia tem um fundo reformista, dizem “a tecnologia está nos levando à falta de interação pessoal, é melhor que a eliminemos”, “a vida em sedentarismo nesta civilização causa problemas de saúde, é melhor nos exercitarmos frequentemente”, “o artificial nos consome, não suporto a vida na cidade, vamos um dia ao campo”, “o lixo inunda os mares, há que comprar produtos amigáveis com o meio ambiente”, “a tecnologia não é o problema, o problema é o uso que lhe é dado”, etc. Estas supostas críticas são as que são negociáveis, e podem até serem propostas para que o sistema continue a crescer, se reformando e sendo fortalecido.

Mas, que tal se dissermos; “a tecnologia é o problema, incendiemos esta ou aquela empresa de inovação tecnológica com todos dentro”, “a civilização se expande perigosamente acabando com a natureza que resta, assassinemos o engenheiro de tal mega projeto”, “a sociedade estúpida só segue as regras fazendo com que a máquina siga avançando, são parte do problema, detonemos um explosivo em um local público com um papel simbólico importante”, etc. Este tipo de crítica extremista são as que não são negociáveis e as que defendemos (…)” – Entrevista a Reação Selvagem.

– Apego e respeito à Natureza Selvagem:

Existe uma relação muito íntima de caráter simbiótico entre a natureza e a nossa espécie. Perdemos bastante desta relação após a passagem das gerações, mas é possível nos reconectarmos outra vez, voltar a recuperar a nossa natureza selvagem (embora não em sua totalidade, é claro).

Apreciamos grandiosamente a natureza, dela viemos e a ela regressaremos. Defendê-la e defender nossas raízes mais profundas, as que nos unem a ela, é apenas uma consequência de ainda sermos humanos e não humanoides. As habilidades de sobrevivência, o reconhecimento da flora e fauna silvestre, a caça, a coleta, a imaginação que dá lugar a uma vida o mais longe da civilização, são ferramentas que complementam o individualista e a seus grupos de afinidades.

“Para muitos de nós é bastante viável ter uma horta orgânica de onde possamos tirar a comida em tempos de escassez ou a medicina em tempos de enfermidade. Não caímos em contradições, o importante é desenvolver estilos de vida que se distanciem o máximo que se possa da dependência artificial do sistema.

Embora alguns membros do RS estejam mais atraídos pela vida de caçadores-coletores, não descartam a opção das hortas.” – Entrevista a Reação Selvagem.

– Rejeição total ao cristianismo, e enaltecimento de crenças individuais pagãs ligadas à natureza, tanto no cotidiano como nos atos extremistas.

“Continuamos ao lado da natureza selvagem, seguimos venerando o sol, a lua, o vento, os rios, o coiote e ao veado, continuamos rejeitando o cristianismo com ritualismos na escuridão dos espessos bosques, continuamos sendo os guardiões do fogo, continuamos dançando ao redor da fogueira. Embora seres civilizados, ainda temos o instinto característico do ataque.” – Artigo “A Guerra Chichimeca” (segunda parte). Revista Regresión N° 4

“(…) pulamos os arames farpados que protegiam o canal de esgoto e atrás de uma grande árvore de Pirúl que ainda está de pé, realizamos vários disparos de arma de fogo contra as máquinas, estruturas e paredes de tal construção. Os disparos diretos danificaram e aterrorizaram aqueles que estavam no local. Com o trovão das balas detonando iam os sons dos animais mortos para a construção da obra, ia o violento zumbido do vento que move as folhas das árvores derrubadas e o imperceptível cantar da água do rio enegrecido pelo artificial. Também iam os gritos de guerra de nossos antepassados: ¡Axcan Kema Tehuatl Nehuatl!” – Ação armada contra o Túnel Emissor Oriente (TEO). Grupúsculo do Oculto/Reação Selvagem.

– Terrorismo:

“Porque no ataque terrorista não há considerações por ninguém, nem sequer por nós mesmos. Nos atiramos ao nada porque a única certeza é a incerteza.”

Independentemente de ferir civis, atacamos, assim, com este ato, o coração da “moral do ataque”, porque na Guerra contra a Civilização e seu Progresso não existem ataques nem “bons” nem “maus”, porque esta Guerra se não é extremista e indiscriminada, não é uma guerra.” – Morte à “moral do ataque” (Explosivo na Sanborns). Ouroboros Niilista.

– Determinação: a coragem é uma das coisas que caracteriza os grupúsculos. Atuar friamente e sem contemplação alguma com estranhos durante um atentado, sabotagem ou assalto, é necessário.

Se há dúvidas ou não está completamente seguro em defender-se (em matar ou morrer), daquela pessoa que tenta detê-lo (seja um civil ou um policial), melhor que nem tente. Em outras palavras, seja indiscriminado.

“(…) nossa intenção era que explodisse causando a maior destruição possível sem importar que nesta ação morressem ou fossem mutiladas algumas pessoas. Queremos deixar claro também que, em nossas ações contra a civilização não consideraremos a vida das ovelhas que cegamente aceitam o desenvolvimento e o progresso para levar uma vida mais confortável, por isso que decidimos atacar este meio de transporte. Embora não tenha causado a magnitude que esperávamos, criou-se uma grande tensão entre usuários e autoridades.” – Ataque explosivo frustrado no Metrô. Grupúsculo Indiscriminado.

– Austeridade: as necessidades artificiais são um problema para os membros desta decadente sociedade, embora alguns não as vislumbrem e se sintam felizes celebrando a vida de escravo que levam. A maioria das pessoas está sempre tentando pertencer a certos círculos sociais acomodados, sonham com luxos, com confortos, etc., e para nós isso é uma aberração. A simplicidade, manejá-la com o que se tenha em mãos, e afastar-se dos vícios civilizados, recusando o desnecessário, são características muito notórias em individualistas do tipo Eco-extremista.

– Apego e prática de atividades delinquenciais:

“Na Regresión enfatizamos como parte de nossa essência, o extremismo individualista, que o crime é a consequente postura diante da civilização moderna difusora de valores humanistas que tendem ao progresso, e que estão nos levando ao desfiladeiro tecnológico.

As dinâmicas sociais as quais estamos submetidos dentro deste complexo sistema muitas vezes nos absorvem como indivíduos, nos fazem participantes da massa, do devastador consumismo e da rotineira vida de escravos nas urbes, mas decidimos resistir a esses ataques, resistir a partir da clandestinidade e aceitar no cotidiano as nossas contradições das quais nos retroalimentamos e nos formamos como verdadeiros indivíduos, sujeitos únicos.

Resistir e negar a vida que nos é imposta desde pequenos, para que busquemos uma vida simples e, tanto quanto possível, distante dos alinhamentos e esquemas culturais modernos, é um dos propósitos a serem concretados no presente. Mas para formar esta vida que queremos, longe das grandes cidades e na natureza, às vezes requer dinheiro, dinheiro que preferimos roubar de qualquer lugar ou obtê-lo através das centenas de formas criminais que existem. Preferimos isso do que levar uma vida subordinada de escravos que a maioria das pessoas levam. Claro, é por isso que o grupo editorial desta revista sente simpatia pela reapropriação do dinheiro para fins específicos que levam a uma vida digna de ser vivida, não se importando com quem seja baleado se o dinheiro não é entregue, porque quando um funcionário não entrega o dinheiro do empregador ele não merece seguir vivendo, já que defende como um cão obediente as migalhas do seu amo; portanto, merece punhaladas ou uma bala em seu corpo. O mesmo para quando um empresário, proprietário ou executivo de uma empresa não cumpre as exigências do ladrão, também merece o mesmo ou algo pior.

Nestes atos não há misericórdia, é tudo ou nada, é do extremismo que falamos sem escrúpulos. Se este dinheiro será necessário para algum propósito do extremista individualista ele deve ser alcançado aconteça o que acontecer. Aqui cabe ser mencionado que para nós o dinheiro não é tudo, dizemos isso de maneira realista. Neste mundo governado por grandes corporações econômicas, às vezes é necessário obter dinheiro para cobrir certos fins e/ou meios, e para nós obtê-lo trabalhando não é uma opção, obtê-lo por fraude, assaltos ou golpes, sim.

Aqueles antepassados que viram seus modos de vida afetados pela expansão das civilizações tanto mesoamericana como ocidental, tiveram que agir dessa maneira (predação, ataques, roubo, engano, assassinato, etc.). Nós apenas cumprimos nosso papel histórico como herdeiros desta ferocidade selvagem.

Pela proliferação da delinquência e o terrorismo que satisfaça os instintos dos individualistas!” – Texto editorial. Regresión N° 3

– Sobriedade: Ficar sóbrio e rejeitar todas as drogas legais e ilegais é muito importante dentro desta tendência, é preciso sempre estar alerta para qualquer eventualidade. Cair bêbado, fumar cigarro ou maconha, injetar drogas, inalar solventes, tentar se “curar” com medicina alopática, ou seja, violar o corpo com estas substâncias nocivas apenas os tolos fazem, aqueles que não respeitam a si mesmos, os carentes de controle, os fracos e os inconsequentes. Então, nós rejeitamos totalmente as drogas.

“Os integrantes de RS não se deixariam morrer por essa ou aquela “doença” que seu próprio corpo não possa resistir e, para dizer a verdade, acreditamos que ninguém em sã consciência. É claro que poderíamos ignorar os antibióticos farmacêuticos. Todos os membros de RS se curam com os remédios da terra e rejeitam totalmente os medicamentos alopáticos. Para aqueles que adotaram a cultura da medicina moderna e nociva, é quase impossível viver sem aspirinas, ranitidinas, paracetamol, etc., mas antibióticos com aditivos químicos realmente não são necessários. Existem antibióticos naturais muito efetivos, como o própolis. Para quem conhece a cura por ervas é fácil aliviar-se ou se curar das doenças das cidades com infusões, cataplasmas, vaporizações, extratos, etc.” Comunicado: Já era hora… Resposta de RS a “Destrua as Prisões”.

– Paciência: Esta é uma das virtudes mais respeitáveis, já que o desespero é uma doença da civilização. Nela vemos que tudo corre a uma velocidade frenética, todos andam de um lado para o outro sem nenhum controle e deixando que suas rotinas os envolvam nisso, no desespero. Ter paciência e ser cuidadoso, tanto em atos contra o sistema quanto na própria vida, te distancia de problemas que muitos já sofreram (prisão, acidentes, morte, etc.) Repetimos, te afasta, mas não te isenta.

– Rejeição total (tanto em ideias como em atos) ao progressismo:

“Decidimos atentar contra esta instituição porque ela simboliza o humanismo e o progressismo. Repudiamos todos aqueles que, gritando, acabam neste tipo de comissão, exigindo garantias por seus “direitos humanos”, “respeito” a suas decisões grupais e o “cesse” da repressão. É absurdo que esta multidão espere que este tipo de organização precária resolva a seus problemas, os ampare e defenda, um exemplo claro de como o ser humano moderno deixou sua própria segurança na mão de estranhos, em vez de tomar a justiça em suas próprias mãos e defender-se como faziam os antepassados. Estes tipos de instituições são uma banalidade, não passam de uma fachada simples para ocultar a incapacidade que tem o sistema de lidar com os problemas internos de uma sociedade decadente, por isso a atacamos.” Pacotes-Incendiários contra a Comissão de Direitos Humanos, subestação elétrica CFE e Universidade Lucerna. Grupúsculo Trovão de Mixtón e Grupúsculo Senhor do Fogo Verde de Reação Selvagem.

– Constância: Dar seguimento a um projeto como este não tem sido fácil, sempre há problemas que não se espera que ocorra e, embora você não os espere, é preciso estar sempre preparado.

Se empenhar duramente e dar continuidade à finalidade imediata criam motivações reais que levam um individualista eco-extremista a ser constante. Isso pode nos levar a alcançar metas mais diretas. A meta que nós de Regresión temos ao publicar esta revista é acompanhar esta tendência. Se muda algo em alguém e esta pessoa decida empreender desde sua individualidade a guerra herdada por nossos ancestrais, adiante, embora esse não seja o nosso propósito (mudar as pessoas). Se isso acontece, é apenas obra do acaso.

– Rechaço às lutas seletivas: é necessário focar na guerra TOTAL contra o sistema tecnológico e contra a civilização, as demais lutas são reducionistas e são apenas uma pequena parte do problema real, lutas como “direitos humanos” (deficientes, negros, mulheres agredidas, imigrantes, homossexuais, etc.), “direitos dos animais”, “direitos trabalhistas”, “anti-racismo”, “anti-fascismo”, “anti-militarismo”, “feminismo”, “veganismo”, “abolicionismo carcerário”, “anarquismo social”, “comunismo”, “patriotismo”, etc.

“(…) Se colocamos em uma sala um homem comum, um negro, uma mulher, uma pessoa com deficiência, um gay e um defensor dos direitos dos animais, poderá ver que todos são diferentes em termos de caráter, pensamentos, regras morais, habilidades, etc., mais algo os une, todos e cada um deles tem um papel a desempenhar na sociedade, e esse papel é que estabilidade do sistema siga de pé. Para nós há diferença, mas ao mesmo tempo não, porque vemos um padrão, ou seja, o HUMANO (como tal) contribui expressamente para a destruição da natureza selvagem, sua civilização destrói tudo em seu caminho, sua tecnologia torna tudo mais mecânico e sua ciência subjuga o natural e o transforma em artificial. Não focamos nos problemas das pessoas ou problemas de um setor específico.

Penso que as pessoas que veem, se preocupam e “lutam” pelas causas menores, como a obtenção de “direitos”, novas leis, reformas, apoio a grupos vulneráveis, etc., estão se especializando nestas problemáticas e nós nos centramos no sistema tecnológico e na civilização, porque são as raízes de todos os males que nos afligem como espécie, o resto é apenas um efeito do problema real.” Entrevista a RS.

– Repúdio total (tanto em ideias como em atos) ao progressismo:

“Certamente muitos se perguntarão: E o que há de errado que exista este tipo de caridade com pessoas vulneráveis? Talvez, os especuladores não se deram conta de que o sistema sempre se veste de “monge bem-intencionado” para continuar se perpetuando. A alta tecnologia sempre terá o mesmo fim em qualquer uma de suas formas, seja terapêutica ou armamentista, educacional ou de destruição massiva, medicinal ou venenosa. E esse fim é continuar existindo sobre a natureza selvagem, por isso atacamos. Sem mais explicações: Não somos cristãos, não somos nobres, nós somos selvagens e não buscamos nem defendemos a caridade de nada com ninguém!”. Ataque explosivo à sede da Fundação Teletón México. Grupúsculo Caçador Noturno de RS.

– Assumir a responsabilidade: tomar em suas mãos as consequências de seus atos, reconhecer que causaram o impacto que causaram, muitas vezes enfrentando contradições, sendo a mais comum quando os tolos questionam: Se você luta contra o sistema tecnológico, por que usa computadores? Abaixo resgatamos uma nota esclarecedora e sarcástica de um grupo eco-extremista sobre a questão.

“Vivemos nas cavernas, sem eletricidade, sem celulares, sem INTERNET, e sem comunicação além dos sinais de fumaça, sendo testemunhos passivamente de como a artificialidade corrói qualquer rastro de natureza selvagem, a manipula, modifica, e com um tom suculento e brilhante, a apresenta ante uma disposição total, aguardando com calma a aceitação da população humana, sem nenhuma confusão ou contratempo. Gentis ante qualquer mudança biológica espúria, entregando o curso de nossas vidas a estranhos infortúnios.

Isso seria menos incoerente, né? Menos que publicar reivindicações, atentados e ameaças por internet, que preocupam tanto e são tão criticados por espectadores, internautas, leitores, etc… Porque, claro, as críticas contra o progresso científico-tecnológico moderno impedem que utilizemos certas tecnologias, porque aí seria armadilha ou trapaça! Raciocínio estúpido.

Não nos importa suas críticas a nossa suposta “incoerência”, não só não importa a nós, mas nos provoca risos a medíocre obediência e cumplicidade ao defender e proteger o boom científico-tecnológico, gastando apenas suas vidas… deixando apenas um rastro do que algum dia foi a natureza selvagem.” Atentados contra a Aliança Pró-Transgênicos. Círculo Eco-extremista de Terrorismo e Sabotagem.

“A luta contra o Sistema Tecnoindustrial não é um jogo do qual devemos vencer ou perder, vencer ou ser vencidos, é o que muitos ainda não entenderam e parece que muitos ainda estão esperando ser “recompensados” no futuro por pagarem de “revolucionários” no agora. É preciso aceitar que muitas coisas na vida não são recompensadas, que muitas tarefas e/ou finalidades nem mesmo são alcançadas (incluindo a autonomia), e a destruição do tecnosistema por obra dos “revolucionários” é uma delas. Agora não é hora de esperar pelo “colapso iminente”, para aqueles que querem ter tempo, como se o progresso tecnológico não crescesse aos trancos e barrancos e devorasse a nossa esfera de liberdade individual aos poucos.

Somos a geração que viu crescer ante seus olhos o progresso tecnológico, a especialização da nanobiotecnologia em vários campos da não-vida civilizada, criação e comercialização do grafeno, desastres nucleares como Fukushima, deterioração ambiental acelerada, o crescimento da biomimética, a expansão qualitativa e quantitativa da inteligência artificial, bioinformática, neuroeconomia, etc. É por isso que ITS vê o que é tangível, palpável e imediato, e esse imediato é o ataque com todos os recursos, tempo e inteligência necessários contra este sistema. Somos individualidades em processo de alcançar a nossa liberdade e autonomia dentro de um ambiente ideal, e junto com ele obedecendo a nossos instintos humanos selvagens atacamos o sistema que claramente nos quer em jaulas. Com isso nos esforçamos como indivíduos afins para tentar ficar o mais longe possível de conceitos, práticas e ideologizações civilizadas.” Sexto comunicado de Individualidades Tendendo ao Selvagem.

O Eco-extremismo é uma tendência, não é uma teoria nem regra, todos aqueles que se sentem realmente comprometidos com a natureza selvagem o entendem, e os que não, já sabem.

Fogo, explosivos e balas contra o sistema tecnológico e a civilização!
Em defesa extrema da natureza selvagem!
Axkan Kema, Tehuatl, Nehuatl!
Adiante com a Guerra!
– Espírito Tanu da Terra Maldita
-Revista Regresión


Terra Maldita e, especialmente o “Espírito Tanu”, ficam muito satisfeitos por terem participado na edição desde trabalho audiovisual em conjunto com a “Revista Regresión”. Deste intercâmbio de cumplicidades e materiais audiovisuais saímos com aprendizagens tanto técnicas como práticas. Esperamos que este trabalho contribua e seja um pequeno gesto para o avanço da guerra contra o sistema tecnoindustrial, chegando a olhos e mentes radicais.

Sudamos a cada um dos integrantes da Revista Regresión por confiar em nós. A Xale por sua paciência e esforço, a Espírito Tanu pelas horas de edição, possibilitando a publicação deste trabalho. CUSTOU, MAS SAIU!

Vida longa aos indivíduos eco-extremistas!
Em guerra selvagem contra a civilização!

[SÉRIE] Nosso Planeta

Com imagens espetaculares e de altíssima qualidade da vida selvagem, o grandioso documentário Nosso Planeta traz a beleza natural de nosso planeta e mostra como as mudanças climáticas e outras ações da espécie humana têm impacto sobre todas as criaturas vivas e sobre a terra.

A série é um projeto ambicioso de oito episódios que ficou em produção durante quatro anos, realizando gravações em dezenas de países com a ajuda de uma equipe de 600 pessoas, com registros surpreendentes, arriscados e talvez nunca antes registrados da vida selvagem. A série Nosso Planeta foca na diversidade de habitats ao redor do mundo, como o remoto Ártico, as profundezas misteriosas dos oceanos, as vastas paisagens da África e as selvas variadas da América do Sul, um verdadeiro paraíso de biodiversidade com registros capazes de causar grande emoção devido à infinidade de beleza.

Em paralelo com toda a beleza selvagem exibida a série mostra também consequências das ações da espécie humana na natureza que está levando todas as outras espécies do mundo a uma extinção massiva e causando diversas alterações climáticas na terra através do aquecimento global e outras atividades destrutivas, registros realmente sensíveis e comoventes.

DOWNLOAD: Episódio 1Episódio 2Episódio 3Episódio 4Episódio 5Episódio 6Episódio 7Episódio 8

ATENÇÃO: abaixo está a senha para desbloquear os arquivos:

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Lembramos que não hospedamos nesta plataforma qualquer tipo de arquivo ilícito ou não autorizado, e todo o material aqui compartilhado é extraído de fontes públicas na web.

[VÍDEO] Próximo trabalho sobre Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS)

Em breve será disponibilizado na web um trabalho sobre ITS editado por Jake Hanrahan, jornalista e cinegrafista especializado em guerras modernas. Jake dirige a Popupar Front e já realizou diversos documentários e vídeos sobre grupos terroristas e guerrilhas ao redor do mundo. Jake já abordou ITS em outra ocasião durante um podcast com John Jacobi, confira neste link.

Abaixo a prévia do trabalho.

[DOCUMENTÁRIO] Terra

Terra é um deslumbrante documentário que relata a rica diversidade da vida na natureza selvagem em suas mais diversas manifestações desde os primórdios. A produção que faz um paralelo entre passado e presente narra e ilustra a evolução da espécie humana junto a outras e como nossa espécie chegou ao atual estado de inconsciência capaz de atirar ao abismo toda a vida na Terra através civilização e do progresso.

Antes o que era só mais uma espécie dentre milhões acabou por fazer com que o mundo girasse em torno de si em detrimento de todas as outras, ela se alienou de seu ambiente natural e criou para si um terreno estranho e doente, capaz de contaminar e adoecer a todo o resto. Terra é sobre isso, sobre as características deslumbrantes da natureza selvagem e a capacidade catastrófica da espécie humana para destruir a sua existência e a de outras espécies engolidas por um extincionismo abismal.

Por mais que o final do documentário advogue por um otimismo tolo com a mensagem barata de “vamos nos juntar para fazer algo e mudar o rumo da civilização”, como se não fosse a própria civilização e o seu progresso o problema, a produção narra e cobre belos momentos no mundo selvagem, ela é capaz de despertar ira. Tola em alguns, extremista a outros.

Você pode assistir o documentário dublado em português logo abaixo, mas se quiser, pode também baixá-lo neste link.

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[FILME] Ex-Pajé

Ex-Pajé é um filme do cineasta brasileiro Luiz Bolognesi que retrata a ameaça das igrejas evangélicas e da modernização ocidental para a identidade cultural dos povos indígenas contemporâneos. O filme exibe a história de Perpera, um antigo pajé da tribo dos Paiter Suruí obrigado a se converter ao cristianismo após ser acusado de ter ‘vínculos com o diabo’ por uma cruzada evangélica. Até os 20 anos Perpera viveu num grupo isolado na floresta onde se tornou pajé. No entanto, depois que os brancos passaram a explorar o local, ficou difícil para o índio continuar a tradição. Isso porque os pastores evangélicos condenavam os atos e saberes do pajé. Em resumo: diziam que a pajelança era coisa do Diabo. Mesmo que não acreditasse, Perpera se sentiu obrigado a desistir. Viu-se cada vez mais isolado socialmente.

Para o filme um manifesto foi escrito, “os espíritos da floresta estão zangados, chorando por ajuda, como se, para cada árvore derrubada, cada rio poluído, eles se aproximassem da extinção. Um sábio xamã disse uma vez, a floresta é um portal cristalino, e todos nós, os humanos, precisamos disso. Se a floresta partir, nosso espírito partirá também. Os pajés devem existir e, para existir, devem ser respeitados. Antes que seja tarde demais, o mundo seja esvaziado de sua espiritualidade e o Céu pode cair sobre nossas cabeças! Chega de etnocídio! Mais pajés! Menos intolerância”, diz um trecho.

Segundo o cineasta, o papel da evangelização está sendo exercido pelas igrejas evangélicas, que têm correntes “fundamentalistas e muito agressivas” e apresentam grande crescimento no Brasil. Além disso, o trabalho destas igrejas é realizado de modo “muito violento”, em particular, contra os pajés, ao os acusarem de terem ligação com o diabo, o que os leva a serem perseguidos por seu próprio povo.

Algumas lideranças indígenas mostradas no filme afirmaram que a violência contra os pajés e a perseguição da igreja é, precisamente, o maior problema que os povos indígenas enfrentam atualmente no Brasil, por isso decidiram escrever um manifesto, que teria trechos lidos durante a apresentação do filme no festival.

O texto lembra que “em nome de um deus, homens missionários atacaram nos últimos séculos muitas outras formas de vida” e alerta que hoje se observa “o emergir de novas cruzadas de intolerância”, especialmente de missões evangélicas.

Além disso, os indígenas denunciam que os evangelizadores “se aliam aos inimigos dos povos indígenas, com mineradores e lenhadores legais e ilegais, com o objetivo de explorar não apenas os elementos preciosos de suas terras, mas também de suas almas”.

Segundo Bolognesi, “o encontro entre o interesse evangélico e o agrobusiness é estratégico”, pois ambos formam uma rede que “trabalha em conjunto” e que tem como objetivo destruir a dimensão mitológica dos povos indígenas.

“Se acabamos com sua mitologia, a floresta já não tem valor mágico, já não tem valor simbólico, espiritual” e, assim, fica mais fácil convencer os povos indígenas a destruir tudo e a despertar neles o interesse pelo dinheiro, comentou o cineasta.

Para Bolognesi, é precisamente de sua relação mitológica com a floresta e com a terra que os ocidentais brancos têm algo a aprender.

“Falamos muito de sustentabilidade, esta é a palavra do momento, mas ninguém no mundo conhece mais de sustentabilidade que os povos indígenas das Américas”, afirmou o cineasta.

Durante milhares de anos, explicou Bolognesi, os povos indígenas viveram de uma riqueza muito grande de carboidratos e proteínas, “sem destruir a diversidade de DNA que existe no mundo”.

Por meio das imagens, fruto da sensibilidade do diretor, Ex-Pajé deixa clara a intensidade e a gravidade da nova inquisição cristã e também o incômodo de Perpera. As cenas em que ele aparece nos cultos, está sempre de costas para o Pastor, com o olhar voltado para a floresta.

Trailer:

Para assistir o filme você pode descarregá-lo neste link. Lembramos que não hospedamos nesta plataforma qualquer tipo de arquivo ilícito ou não autorizado, e todo o material aqui compartilhado é extraído de fontes públicas na web.

Esta publicação contém trechos extraídos do Portal Geledés.

[ES – MINI-DOCUMENTÁRIO] Infierno Egoico: Terrorismo Nihilista En La Italia Del Siglo XXI

Infierno Egóico: Terrorismo Nihilista en la Italia del siglo XXI é um mini-documentário disponibilizado publicamente na web que aborda brevemente algumas ações de grupos que advogam pelo Niilismo Terrorista na Itália, tendência que influenciou parte do pensamento sobre “atentado amoral” no Eco-extremismo.

[ES – DOCUMENTÁRIO] – La Espora del Eco-extremismo en el Sur América

La Espora del Eco-extremismo en el Sur América é um documentário disponibilizado publicamente na web que aborda o início da internacionalização do grupo Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS). A produção cobre a expansão do grupo eco-terrorista para o Chile, Argentina e Brasil, não aborda a sua chegada à Europa no ano de 2018.

[ES – DOCUMENTÁRIO] La Evolución del Eco-extremismo en México

Presentación:

“La evolución del Eco-extremismo en México” es un esfuerzo audio-visual realizado por “Espíritu Tanu de la Tierra Maldita” y la “Revista Regresión”, en este, se refleja el desarrollo tanto teórico como práctico que han tenido ciertos grupos que han puesto en su mira el progreso de la civilización, la ciencia y la tecnología.

Desde el año 2007 hasta ahora (2016), se ha desatado toda una serie de ataques, los cuales, se han venido perfeccionando tras el pasar del tiempo.

Al principio esos ataques fueron a golpear la industria de la explotación animal, después pasaron a atacar la industria de la destrucción de los ecosistemas; previamente los ataques se fueron afinando, implementando atentados contra personas en específico relacionadas con las ciencias avanzadas, después de este lapso, los grupos que participaron en estas tres etapas se unieron en un grupo denominado “Reacción Salvaje”, para así después de su disolución, estos grupos ya afinados en sus críticas y mejorados en práctica, siguieran la guerra por separado, como hasta ahora se ha mantenido.

Los individualistas que formamos parte de la tendencia del Eco-extremismo, nos unen varias cualidades, las cuales mencionamos en seguida, con esto no estamos diciendo que las personas que pasan a los actos extremos contra el sistema tecnológico TIENEN QUE ser así, pero es necesario tenerlos en cuenta.

El Eco-extremismo lo han formado sus propios propulsores, lo consolidan bajo la espontaneidad, en la solidificación del ataque y en la variabilidad de los objetivos, abarcando varios factores como los siguientes:

-Defensa extrema de la Naturaleza Salvaje y guerra a muerte contra la Civilización:

“(…) viendo la realidad vislumbramos que la mayoría de las críticas que se hacen a la tecnología tienen un trasfondo reformista, dicen “la tecnología nos está llevando a la no-interacción personal, mejor hay que limitarla”, “la vida en sedentarismo en esta civilización causa problemas de salud, mejor hay que ejercitarnos más seguido”, “lo artificial nos consume, no soporto la vida en la ciudad, vamos a un día de campo”, “la basura inunda los mares, hay que comprar productos amigables con el medio ambiente”, “la tecnología no es el problema, el problema es el uso que se le da”, etc. Estas supuestas críticas son las que son negociables, y hasta son propuestas para que el sistema siga creciendo, reformándose y fortaleciéndose.

Pero qué tal si decimos; “la tecnología es el problema, incendiemos tal o cual empresa de innovación tecnológica con todos dentro”, “la civilización se expande peligrosamente arrasando con la naturaleza que queda, asesinemos al ingeniero de tal mega proyecto”, “la sociedad estúpida solo sigue las reglas haciendo que la maquina siga avanzando, son parte del problema, detonemos un explosivo en un lugar público con un cargo simbólico importante”, etc. Ese tipo de críticas extremistas son las que no son negociables y las que defendemos (…)” – Entrevista a Reacción Salvaje.

-Apego y respeto a la Naturaleza Salvaje:

Existe una relación muy íntima entre la naturaleza y nuestra especie de carácter simbiótico, esa relación la hemos perdido un poco tras el pasar de las generaciones, pero es posible volver a reconectarnos, volver a recuperar nuestra naturaleza salvaje (aunque no en su totalidad, claro).

Apreciamos en gran manera la naturaleza, de ella provenimos y a ella regresaremos, defenderla y defender nuestras raíces más profundas, las que nos unen a ella, es solo una consecuencia de ser aun humanos y no humanoides. Las habilidades de supervivencia, el reconocimiento de flora y fauna silvestre, la caza, la recolección, la imaginación que da cabida a una vida lo más alejada de la civilización que se pueda, son herramientas que complementan al individualista y a su grupo de afines.

“Para muchos de nosotros es muy viable tener un huerto orgánico desde donde poder tomar la comida en tiempos de escases o la medicina en tiempos de enfermedad. No caemos en contradicciones, lo importante es desarrollar estilos de vida que se alejen lo más que se pueda de la dependencia artificial del sistema.

Aunque algunos miembros de RS están más atraídos por la vida de recolectores y cazadores, no desestiman la opción de los huertos.”Entrevista a Reacción Salvaje.

-Rechazo total al cristianismo, y enaltecimiento de creencias individuales paganas apegadas a la naturaleza, tanto en lo cotidiano como en los actos extremistas.

“Seguimos estando de lado de la naturaleza salvaje, seguimos venerando al sol, a la luna, al viento, a los ríos, al coyote y al venado, seguimos rechazando el cristianismo con ritualismos en la oscuridad de los espesos bosques, seguimos siendo las guardianas del fuego, seguimos danzando alrededor de la hoguera, aunque seres civilizados seguimos teniendo el instinto característico del ataque.”Articulo La Guerra Chichimeca (segunda parte). Revista Regresión N° 4

“(…) saltamos las alambradas de púas que protegían el canal de aguas negras y detrás de un gran árbol de Pirúl que sigue de pie, realizamos varias detonaciones de arma de fuego en contra de las maquinarias, estructuras y paredes de dicha construcción. Los disparos directos dañaron y aterrorizaron a los que se encontraban en el lugar, con el tronido de las balas detonando iban los sonidos de los animales muertos para la construcción de la obra, iba el violento zumbido del viento que mueve las hojas de los árboles derribados y el imperceptible cantar del agua del rio ennegrecido por lo artificial, también, iban los gritos de guerra de nuestros antepasados: ¡Axcan Kema Tehuatl Nehuatl!” – Acción armada contra Túnel Emisor Oriente (TEO). Grupúsculo de Lo Oculto de Reacción Salvaje.

-Terrorismo:

“Porque en el ataque terrorista no hay consideraciones para nadie, ni siquiera para nosotros mismos, nos adentramos en la nada porque lo único seguro es la incertidumbre.
Sin importar herir a civiles, golpeamos así, con este acto, la quijada de la “moral del ataque”, porque en la Guerra contra la Civilización y su Progreso no existen ataques ni “buenos” ni “malos”, porque esta Guerra si no es extremista e indiscriminada, no lo es.” – Muerte a la “moral del ataque” (Explosivo en Sanborns). Ouroboros Nihilista.

-Determinación: El arrojo es una de las cosas que caracteriza a los grupúsculos. Actuar fríamente y sin contemplación alguna con extraños durante un atentado, sabotaje o atraco, es menester.

Si hay dudas o no se está del todo seguro en defenderte (en matar o morir), de aquella persona que intenta detenerte (ya sea un civil o un policía), mejor ni lo intentes. En otras palabras, se indiscriminado.

“(…) nuestra intención era que explotara causando la mayor destrucción posible sin importar que con ello murieran o se mutilaran personas. Queremos dejar en claro también que, en nuestro accionar en contra de la civilización no consideraremos la vida de los borregos que ciegamente aceptan el desarrollo y el progreso para llevar una vida más cómoda, por ello es que decidimos atacar este medio de transporte y aunque no causó las magnitudes que se esperaban creó una gran tensión entre usuarios y autoridades.” – Ataque explosivo frustrado en el Metro. Grupúsculo Indiscriminado.

-Austeridad: Las necesidades artificiales son un problema para los miembros de esta decadente sociedad, aunque algunos no las vislumbren y se sientan felices cubriéndolas con su vida de esclavos que llevan. La mayoría de la gente está siempre intentando pertenecer a ciertos círculos sociales acomodados, sueñan con lujos, con comodidades, etc., y para nosotros eso es una aberración. La sencillez, arreglártelas con lo que tengas a la mano, y apartarse de los vicios civilizados rehusando de lo innecesario son características muy notorias dentro del individualista del tipo eco-extremista.

-Apego y práctica de actividades delincuenciales:

“En Regresión remarcamos como parte de nuestra esencia, el extremismo individualista, que es la consecuente postura frente a la civilización moderna difusora de los valores humanistas que tienden al progreso, y que nos están llevando al despeñadero tecnológico.

Las dinámicas sociales a las que estamos sometidos dentro de este complejo sistema, muchas veces nos absorben como individuos, nos hacen participes de la masa, del devastador consumismo y de la rutinaria vida de esclavos en las urdes, pero nosotros hemos decidido resistir esos embates, resistir desde la clandestinidad y aceptar en lo cotidiano nuestras contradicciones de las cuales nos retroalimentamos y nos formamos como verdaderos individuos, sujetos únicos.

Resistir y negar la vida impuesta desde pequeños y formarnos una vida sencilla y lo más alejadamente posible de aquellos lineamientos y esquemas culturales modernos, es una de las finalidades que se concreta desde el presente. Pero para formarnos esa vida que queremos, alejada de las grandes ciudades y adentrada en la profundidad de la naturaleza, conlleva en algunas ocasiones requerir dinero, dinero que preferiríamos robarlo de cualquier lugar u obtenerlo por medio de las cientos de formas delincuenciales que existen, antes que esclavizarnos a la vida de subordinados que la mayoría de personas lleva. Así de claro, es por eso que el grupo editorial de esta revista, siente simpatía por la reapropiación del dinero para fines concretos que lleven a tener una vida digna de vivir, sin importar a quien se dispare cuando el dinero no es entregado, porque cuando un empleado no entrega el dinero del patrón, este no merece la pena que siga viviendo, defiende como un perro obediente las migajas del amo, así que merece una puñalada o una bala en su cuerpo, igualmente, cuando el empresario, dueño o ejecutivo del negocio no cumple las exigencias del ladrón, también se merece lo mismo o algo peor.

No hay misericordia tampoco en estos actos, es todo o nada, es del extremismo del que hablamos sin tapujos, si es que ese dinero hará falta para algún fin del extremista individualista, este lo debe tomar pase lo que pase. Aquí cabria mencionar que para nosotros el dinero no lo es todo, esto lo decimos de una forma realista, en este mundo regido por grandes corporaciones económicas, en algunas ocasiones es necesario obtener dinero para cubrir ciertos fines y/o medios, para nosotros obtenerlo trabajando no es una opción, obtenerlo por fraude, asaltando o estafando sí.

Aquellos antepasados que vieron afectados sus modos de vida por la expansión de las civilizaciones tanto mesoamericanas como occidentales, tuvieron que actuar también en su momento de esta forma (depredación, rapiña, engaño, robo y/o asesinato), nosotros solo cumplimos nuestro rol histórico como herederos de esa fiereza salvaje.
¡Por la proliferación de la delincuencia y el terrorismo que sacie los instintos de los individualistas!” – Texto editorial. Regresión N° 3

-Sobriedad: Mantenerse sobrios y rechazar en todo las drogas legales e ilegales es importantísimo dentro de esta tendencia, siempre hay que estar alertas ante cualquier eventualidad. Caerse de borracho, fumar cigarros o mariguana, inyectarse drogas, inhalar solventes, intentarse “curar” con medicina alopática, es decir, invadir tu cuerpo con esas nocivas sustancias solo lo hacen los necios, que no se respetan ni a sí mismos, los carentes de control, los débiles e inconsecuentes. Así que las rechazamos totalmente.

“Los integrantes de RS no se dejarían morir por aquella “enfermedad” que su propio cuerpo no pueda resistir, y a decir verdad, creemos que nadie en su sano juicio. Y claro que podríamos hacer de lado los antibióticos farmacéuticos, todos los integrantes de RS se curan con los remedios de la tierra y rechazan totalmente la medicina alopática, para aquellos que han adoptado la cultura de la medicina moderna y nociva se les hace imposible vivir sin aspirinas, ranitidinas, paracetamol, etc., pero realmente no son necesarios los antibióticos con aditivos químicos, existen antibióticos naturales muy efectivos como el propóleo. Para quien conoce de hierbas curativas no es ningún problema aliviarse o curarse de las enfermedades de las ciudades con infusiones, cataplasmas, vaporizaciones, extractos, etc.” – Comunicado: Ya se habían tardado… Respuesta de RS a “Destruye las Prisiones”.

-Paciencia: Esta es una de las virtudes más respetables, la desesperación es una enfermedad de la civilización, en esta, vemos que todo corre a una velocidad frenética, todos andan de un lado para otro sin control alguno y dejando que sus rutinas los envuelvan en eso, en la desesperación. Tener paciencia y ser cuidadoso tanto en los actos en contra del sistema como en la vida misma, te alejan de los problemas que muchos han padecido (cárcel, accidentes, muerte, etc.), repetimos, te alejan, mas no te dejan exento.

-Rechazo total (tanto en ideas como en actos) al progresismo:

“Decidimos atentar contra esta institución pues simboliza humanismo y progresismo, repudiamos a todos aquellos que, chillando, llegan a parar a este tipo de comisiones para exigir garantías a sus “derechos” humanos, “respeto” a sus decisiones grupales y “cese” a la represión, es absurdo que esta gentuza espere a que este tipo de raquíticas organizaciones resuelva sus problemas, los ampare y los defienda, ejemplo claro de cómo es que el ser humano moderno ha dejado en manos de extraños su propia seguridad, en vez de tomar justicia por su propia mano y defenderse como lo hacía antes. Este tipo de instituciones son una banalidad, “la pus”, solo una simple fachada para disimular la incapacidad que tiene el sistema para manejar los problemas internos de una sociedad decadente, por eso la atacamos.” – Paquetes-incendiarios contra Comisión de Derechos Humanos, subestación eléctrica CFE y Universidad Lucerna. Grupúsculo Trueno del Mixtón, Grupúsculo Señor del Fuego Verde de Reacción Salvaje.

-Constancia: Darle seguimiento a un proyecto como este no ha sido fácil, siempre hay problemas que uno no espera que se presenten, y que aunque no los esperas siempre hay que estar preparados.

Las motivaciones reales llevan a ser constante a un individualista eco-extremista, trabajar duro y darle continuidad a la finalidad inmediata puede llevarte a conseguir metas directas. Nosotros en Regresión, la meta que tenemos en publicar esta revista es darle el seguimiento que se merece a esta tendencia, si algo cambia en alguien y ese alguien decide emprender desde su individualidad la guerra heredada por nuestros ancestros, adelante, aunque esa no es nuestra finalidad (cambiar a las personas) si eso pasa, solo sería obra de la causalidad.

-Rechazo a las luchas selectivas: Es necesario centrarse en la guerra TOTAL contra el sistema tecnológico y contra la civilización, las demás luchas son reduccionistas y solo son una pequeña parte del problema real, luchas como los “derechos humanos” (discapacitados, negros, mujeres golpeadas, inmigrantes, homosexuales, etc.), “derechos animales”, “derechos laborales”, “anti-racismo”, “anti-fascismo”, “anti-militarismo”, “feminismo”, “veganismo”, “abolicionismo carcelario”, “anarquismo social”, “comunismo”, “patriotismo”, etc.

“(…) si ponemos en un cuarto a un hombre común, un negro, una mujer, un discapacitado, un gay y un defensor de los derechos de los animales, podrás ver tu que todos son distintos en cuanto a carácter, pensamientos, reglas morales, aptitudes, etc., pero algo los une, todos y cada uno de ellos tiene un papel que desempeñar en la sociedad, y ese papel es que la estabilidad del sistema siga en pie. Para nosotros hay diferencia pero a la vez no, pues vemos una regla general, y es que, el HUMANO (como tal), contribuye expresamente a la destrucción de la naturaleza salvaje, su civilización arrasa todo a su paso, su tecnología lo vuelve todo cada vez más mecánico y su ciencia subyuga lo natural y lo vuelve artificial. No nos centramos en los problemas de la gente, o en las problemáticas de un sector en específico.

Pienso que las personas que ven, se preocupan y “luchan” por las causas menores, como eso de la obtención de “derechos”, nuevas leyes, reformas, apoyo a grupos vulnerables, etc., se están especializando en esas problemáticas, y no nosotros, nos hemos centrado en el sistema tecnológico y en la civilización pues son las raíces de todos los males que nos aquejan como especie, lo demás es solo un efecto del verdadero problema.” – Entrevista a RS.

-Repudio total (tanto en ideas como en actos) al progresismo:

“Seguro muchos se preguntarán: ¿Y qué tiene de malo que existan este tipo de caridades con la gente desprotegida? Quizás, los preguntones no se han dado cuenta de que el sistema siempre se viste de “monja bienintencionada” para seguir perpetuándose. La tecnología compleja siempre tendrá el mismo fin en cualquiera de sus formas, ya sea terapéutica o armamentista, educacional o de destrucción masiva, medicinal o ponzoñosa. Y ese fin es el continuar existiendo por sobre la naturaleza salvaje, por eso nuestro ataque.

Sin más explicaciones: ¡No somos cristianos, ni nos caracteriza la nobleza, somos salvajes, no buscamos ni defendemos la caridad de nadie ni con nadie!” – Ataque explosivo a la sede de la Fundación Teletón México. Grupúsculo Cazador Nocturno de RS.

-Asumir la responsabilidad, tomar en tus manos las consecuencias de tus actos y asumirlas como tuyas hayan causado el impacto que hayan causado, enfrentándose muchas veces a contradicciones, la más común es cuando los necios cuestionan: ¿si luchas contra el sistema tecnológico porque usas computadoras? Abajo rescatamos una nota aclaratoria-sarcástica desde un grupo eco-extremista sobre esta cuestión:

“Vivimos en las cavernas, sin electricidad, sin celulares, sin INTERNET; y sin comunicación más allá de las señales de humo. Siendo testigos pasivamente, de cómo la artificialidad corroe cualquier rastro de naturaleza silvestre, la manipula, la modifica, y con un tono jugoso y brillante, la presenta ante una total disposición, aguardando sosegadamente la aceptación de la población humana, sin ningún aspaviento y contratiempo alguno. Apacibles ante cualquier cambio biológico espurio, entregando el rumbo de nuestras vidas a funestos extraños. Esto sería una menor incoherencia, ¿Cierto?

Menor que publicar reivindicaciones, atentados y amenazas por internet, que tanto les preocupa y critica la comunidad televidente, cibernauta, lectora, etc… Porque claro está, la crítica al progreso científico-tecnológico moderno impide usarlo en su contra, ¡Eso sería trampa, pillines!

Nos tienen sin cuidado sus críticas a nuestra supuesta “incoherencia”, no solo sin cuidado, si no que sirven para mofarnos de la mediocre obediencia y complicidad, al defender y proteger el auge científico-tecnológico, expendiendo más que solo sus vidas… Dejando solo una estela de lo que alguna vez fue naturaleza salvaje.”Atentados contra la Alianza Pró-Transgénicos. Circulo Eco-extremista de Terrorismo y Sabotaje.

-Rechazo a la “Revolución” como concepto y estrategia: La realidad muchas veces nos presenta un escenario muy derrotista, muy pesimista, aun así, asumir ese realismo y aceptarlo tal y como es, (aunque cause un conflicto mental) es necesario para tirar por la borda esa venda de los ojos que nos ha cegado desde hace tiempo, esa venda llamada utopía. Muchos han criticado a Individualidades tendiendo a lo salvaje, a Reacción Salvaje y a otros grupos que han desechado la idea de un “mejor” mañana, que declaran que no esperan nada positivo de toda esta guerra, y que desprecian la esperanza. La gente siempre va a querer oír lo que les conviene, y no la Realidad. El individualista eco-extremista es realista y pesimista a la vez, no escucha la alegre cantaleta de los pueriles optimistas, porque para él, el presente que vive está lleno de realidades sombrías, las cuales hay que enfrentarlas con fortaleza, defendiéndose de ellas con uñas y dientes.

“La lucha contra el Sistema Tecnoindustrial, no es un juego del cual debemos ganar o perder, vencer o ser vencidos, eso es lo que muchos no han comprendido aun y parece ser que muchos todavía están esperando a ser “recompensados” en el futuro por hacerla hoy de “revolucionarios”. Se debe aceptar que muchas cosas en la vida no son recompensadas, que muchas tareas y/o finalidades ni siquiera son alcanzadas (incluida la Autonomía) y la destrucción del tecnosistema por obra de los “revolucionarios” es una de ellas. Ahora no es tiempo de esperar el inminente colapso, para los que se quieran tomar el tiempo como si el progreso tecnológico no creciera a pasos agigantados y devorara nuestra esfera de Libertad individual poco a poco. Somos la generación que ha visto crecer ante sus ojos el progreso tecnológico, la especialización de nanobiotecnología en varios campos de la no-vida civilizada, creación y comercialización del grafeno, desastres nucleares como en Fukushima, deterioro ambiental acelerado, el acrecentamiento de la biomimética, la expansión cualitativa y cuantitativa de la inteligencia artificial, bioinformática, neuroeconomía, etc. Es por eso que Its ve por lo que es tangible, palpable e inmediato, y eso inmediato es el ataque con todos los recursos, tiempo e inteligencia necesarios contra este sistema. Somos individualidades en proceso de la consecución de nuestra Libertad y Autonomía, dentro de un ambiente optimo, y junto con ello atacamos al sistema que nos quiere a todas luces en jaulas, obedeciendo nuestros instintos humanos salvajes. Con esto nos esforzamos como individuos afines por tratar de mantenernos lo más alejados que se pueda de conceptos, prácticas e ideologizaciones civilizadas.” – Sexto comunicado de Individualidades tendiendo a lo salvaje.

El Eco-extremismo es una tendencia, no es una teoría, ni una regla, todos aquellos que se sienten comprometidos realmente con la naturaleza salvaje, lo comprenden, los que no, no.

Fuego, explosivos y balas contra el sistema tecnológico y la civilización!
En defensa extrema de la naturaleza salvaje!
Axkan Kema, Tehuatl, Nehuatl!
Adelante con la Guerra!!

-Espíritu Tanu de la Tierra Maldita
-Revista Regresión


Tierra Maldita y especialmente “El Espíritu Tanu”, quedamos muy satisfechos al haber participado en la edición de este trabajo audiovisual en conjunto con la “Revista Regresión”. De este intercambio de complicidades y materiales audio-visuales salimos con aprendizajes tanto técnicos como prácticos. Esperando que este trabajo contribuya y sea un gesto mínimo al avance de la guerra contra el sistema tecnoindustrial, llegando a esos ojos y mentes radicales.

Saludamos así a cada uno de los integrantes de la Revista Regresión por confiar en nosotros. A Xale por su paciencia y esfuerzo. Al Espíritu “Tanu” por cada hora de edición. Haciendo posible todos la publicación de este trabajo. ¡COSTO PERO SALIO!

¡Larga vida a los individuos eco-extremistas!
¡En guerra salvaje contra la civilización!