Anarquismo Verde Murcho

Texto extraído de La Mauvaise Herbe vol.17 no.2.

DESCARREGUE em PDF: Link 1Link 2Link 3 (via onion).

Ninguém mais se importa com eles por aqui, por que você simplesmente não os deixa murchar em impertinência?”, perguntou um bom amigo que se identifica como anarco-primitivista.

Curioso, talvez, mas não poderia deixar de lembrar de um evento de ecologia radical de muito sucesso que participei há pouco tempo. Era uma conferência bem preparada, por um anarquista que dominava o seu “nicho”. A conferência foi proferida em uma sala cheia de estudantes radicais entusiasmados, durante um seguimento dedicado ao anarco-primitivismo. Todo aquele discurso sobre igualdade, democracia direta e até as 15-horas-de-trabalho-semanal-que-é-como-se-fosse-um-jogo foi servido de forma conveniente. [1] Pelo menos ele não começou a falar sobre telepatia ou visão telescópica. Lembro que o evento gerou uma impressão tão boa que uma coordenadora da Universidade onde a conferência estava ocorrendo se aproximou de Mauvaise Herbe, que estava no local distribuindo publicações, para saber se eventualmente eles iriam também compartilhar suas mensagens positivas com as juventudes. Então deram algumas Mauvaise Herbe para que ela pudesse ler e creio que mudou de opinião.

Mas é verdade que não ouvimos muito sobre os Anarquistas Verdes por aqui. Ainda sim, em minhas conversas e no que frequentemente escuto do discurso “anti-civ”, tanto aqui como em qualquer lugar, são sempre as mesmas reflexões comumente conhecidas, as mesmas referências, as mesmas premissas e os mesmos fins. O discurso humanista-hedonista sobre a vida primitiva tornou-se mainstream. Aos poucos, as especulações de alguns tornaram-se fatos para outros. Os anarquistas em geral nunca se posicionaram muito longe do progressismo, se sentem em casa, em paz com ele. Aqueles que escolheram se distanciar através de suas palavras e ações sempre se levantaram contra as igrejas que guiam o caminho desta “luta”. Praticamente chegaram a um ponto em que se deve professorar a fé em cada declaração, em cada ação.

Para muitos agora, em momentos de choque, questionar a retórica da coesão social é revelar “fascismo”. Enquanto os anarco-policiais insurrecionalmente corretos pedem caça às bruxas, é contra toda a sua Inquisição que dedico estas provocações.

O Verde é o novo vermelho

“Esta visão ideológica do passado foi radicalmente revertida nas últimas décadas, através do trabalho de acadêmicos como Richard Lee e Marshall Sahlins. Surgiu uma reviravolta quase completa na ortodoxia antropológica, com importantes implicações. Agora podemos ver que a vida antes da domesticação/agricultura era, na verdade, uma vida de recreação, intimidade com a natureza, sabedoria sensorial, igualdade sexual e saúde. Esta era a nossa natureza humana, durante alguns milhões de anos, antes da escravidão por sacerdotes, reis e chefes”. – John Zerzan, Futuro Primitivo

Pertencemos a uma era desiludida com as promessas do progresso. Ele não trouxe a utopia prometida. Os progressistas já não são necessariamente aqueles que haviam prometido que “a máquina trabalharia para o homem”, aqueles que, há mais de um século, já haviam anunciado a mesma “recreação, intimidade com a natureza, sabedoria sensorial, igualdade sexual e saúde” graças ao desenvolvimento humano e tecnológico… agora os progressistas são aqueles que se preocupam com as crises que foram geradas, aqueles que acompanham constantemente o apocalipse que está se desenrolando – o desastre ecológico e a civilização planetária em total decadência. Mas alguns ainda não perderam a esperança na humanidade, e a possibilidade de prover uma nova consciência universal. Ela pode impulsionar uma cultura de resistência de caçadores-coletores nômades que levarão todo o humanismo herdado pelo anarquismo do século XX!

E é nesse sentido que um trabalho essencial do cânone anarco-primitivista como Futuro Primitivo é um exercício de sedução, com sua crítica à civilização e seus louvores à vida primitiva, a fim de satisfazer essas sensibilidades humanistas decepcionadas com as consequências da modernidade. Portanto, deriva mais abundantemente do trabalho antropológico de um certo período em que foram feitas tentativas de romper com o mito da vida primitiva brutal com declarações ousadas sobre lazer e aspectos igualitários, mais atraentes para o civilizado moderno – trabalhos de antropólogos que queriam que seu campo alimentasse debates sociais.

Em um ensaio abordando o legado do trabalho aclamado por Zerzan de Marshall Sahlins, “A Primeira Sociedade da Afluência”, o antropólogo Nurit Bird-David nos lembra que “Todo o interesse que atraiu sem dúvidas reflete nossas necessidades simbólicas e ideológicas em nossa (Ocidental) construção do passado pré-histórico. (…) Com a intenção de provocar tanto quanto documentar, o ensaio se eleva acima do discurso científico convencional, apelando diretamente às fantasias ocidentais sobre trabalho, felicidade e liberdade”. [2]

Para muitos daqueles que se identificam com o anarco-primitivismo ou com uma espécie de Anarquismo Verde, a vida dos caçadores-coletores nômades do paleolítico representam o anarquismo como foi vivido pelos humanos por séculos. Alguns até chamam de Anarquia Primitiva. Nesta utopia original, no Jardim do Éden anarquista, eles veem nossa “natureza humana”. Assim, em sua propaganda, para uma plateia inclinada ao anarquismo, com seus valores progressistas, eles louvam a vida primitiva de acordo com o quão anarquista ela possa parecer.

Esta leitura seletiva da antropologia tornou-se comum entre os anarco-primitivistas e influenciou muitos outros anarquistas (incluindo stirnerianos e niilistas). Reduz a vida primitiva a generalizações sobre atributos essenciais presumidos – atributos igualitários, coletivistas, anti-opressivos, hedonistas, ecologistas e anarquistas. A relevância da vida primitiva deriva da representação destes valores.

Comportamentos selvagens que não se encaixam são descartados como sem importância quando não são simplesmente ignorados ou são abordados com muita suspeita, assimilados aos efeitos e as consequências da civilização (sincretismo, usurpação ou má interpretação por parte dos civilizados, etc.), enquanto comportamentos que combinam bem com os valores progressistas nunca recebem o mesmo questionamento ou suspeita. O resultado é a interpretação do estilo de vida caçador-coletor como um modelo de sociedade progressista por excelência, com o imediatamente-regressado caçador-coletor como seu representante mais puro.

Na tradição socialista, as culturas indígenas não tem importância além da recuperação do folclore, pois são reduzidas a seus aspectos proletários: as aventuras socialistas na América Latina nos deixaram um claro testemunho sobre isso. Onde faltava a experiência proletária, era introduzida ao ritmo do progresso, em nome do humanismo, aniquilando culturas indígenas já dizimadas para integrá-las à grande irmandade do homem. Não é de alguma forma nessa tradição que hoje muitos anarquistas projetam sua ideologia sobre os costumes dos antigos, apresentando-os como anarquistas, como praticantes ou exemplos de anarquismo? Podemos escolher o que se encaixa com a narrativa e o rolo compressor anarquista pode esmagar o resto. Nada mais civilizado que isso.

O que podemos aprender através da antropologia e arqueologia sobre a vida de grupos nômades caçadores-coletores ao longo do tempo é que eles parecem estar longe de serem homogêneos. Se queremos encontrar condutas progressistas, como aquelas que eu nomeei, nós as encontraremos. Se alguém deseja procurar condutas de um espectro totalmente oposto, também as encontrará: as ideologias encontrarão o que buscam. Mas é precisamente essa variabilidade que me parece importante. O selvagem questiona toda a narrativa do progresso humano, toda nossa domesticação. Isso inclui mais que tudo nossas inclinações humanistas essenciais na hora de incitar o progresso social necessário para o desenvolvimento contínuo. Os humanos se relacionam com uma infinidade de fatores e tangentes, ao longo de milhares de anos – uma infinidade de situações vividas e, portanto, uma diversidade de reações, adaptações, formas de conceber e agir. Estas características dificultam a simples transposição dos costumes de um grupo sobre outro. Para que uma maneira de ser seja reproduzível de um grupo a outro, é melhor substituir as variáveis por um ambiente homogêneo e controlado, e é isso que faz o progresso.

Se na vida primitiva gostamos de ver o reflexo dos valores que nos são familiares, tais como a cooperação, coletivismo, igualdade, amor ao próximo, compartilhar e tolerar, valores que nos ensinaram desde a infância, não deveríamos nos perguntar para onde eles estão nos levando em nossa situação atual? O contexto muda tudo. A representação idílica da vida primitiva é especialmente enganosa já que o colapso de nossa civilização está longe de ser igual ao do paleolítico. A terra já não é aquela onde os nômades caçadores-coletores floresceram, e quem sabe em que estado desumano poderia se transformar durante um colapso da civilização e seus eventos sucessores.

Mesmo com a isca da utopia, até que ponto aqueles que desejam o bem da tal humanidade poderão desejar e agir sobre o colapso da civilização que possivelmente precipitará a humanidade ao abismo? “Vimos o mundo em que queremos viver, e vale a pena lutar por ele”. [3]

“O anarco-primitivismo é uma lealdade a uma adaptação humana específica à vida neste planeta, uma forma de vida a partir da qual todas as evidências conhecidas nos mostram que ela durou de forma sustentável e em estreita relação com a ecologia selvagem por eras mais que qualquer outra. Com esse conhecimento objetivo em mãos, os anarco-primitivistas manterão nossa agência humana e a usarão para tomar os tipos de ação que consideramos mais eficazes e para criar simultaneamente os tipos de sociedades que NÓS QUEREMOS criar. Esta é nossa prerrogativa”. – Choloa Tlacotin, Uma Carta a: Halputta Hadjo

Acima de todas as coisas, é a prerrogativa do híper-civiliziado. Na verdade, é profundamente civilizado aquele que, a partir do conforto da abstração, pode, num piscar de olhos, inspirar-se nos princípios de James Woodburn sobre os caçadores-coletores igualitários como regra de vida e, logo depois admirar os povos guerreiros que lutaram contra os civilizados na América do Norte; e finalmente, maravilhar-se com a resistência que os humanos foram capazes de desenvolver em condições difíceis, “como os Ona [Selk’nam]” na Terra do Fogo. [4] São agentes do progresso aqueles que pensam que podem isolar o que lhes convém no banco de dados para construir seu mundo ideal pelo qual vale a pena lutar. Não venha me apresentar isso como des-domesticação ou alguma merda do tipo.

O Homem dedicou todo o poder do progresso para tentar controlar seu destino, e ainda sim falhou. Os anarquistas, sendo os civilizados teimosos que são, acreditam que podem controlar o resultado de suas ações de acordo com a intenção com que as realizam. Embora muitos deles saibam bem que as coisas nem sempre saem conforme o planejado (greves sociais que resultam em eleições gerais, artefatos que explodem na hora errada, etc.) Ao longo da história, todos aqueles que tentaram criar a sociedade que queriam falharam, mas os super-anarquistas certamente terão êxito…

Mas, depois de todos os esforços, seria possível, por exemplo, que algumas gerações depois os descendentes dos anarco-primitivistas – crianças re-selvagizadas, caçadores-coletores enraizados nos duros cenários da prognosticada queda da civilização – também resultem tão resolutamente patriarcais como os Selk’nam, cuja cosmovisão estabelecia de maneira muito explícita uma divisão entre os sexos e a dominação espiritual e social das mulheres pelos homens? [5] (esse pequeno detalhe que os Anarquistas Verdes omitiram em suas publicações, de pessoas pelas quais expressaram admiração e cujas perdas lamentaram, provavelmente teria caído mal na Feira do Livro Anarquista).

De qualquer forma, quem tem filhos deve saber que não há garantias de que eles ouvirão nossas advertências. Em qualquer caso, tenho a impressão de que as hipotéticas crianças selvagens do futuro primitivo provavelmente não dariam a mínima para a retórica moralizante de um velho ideólogo civilizado que sabe absolutamente tudo sobre suas vidas cotidianas.

A esperança é melhor que nada?

A esperança se converteu em um conceito bastante popular entre os Anarquistas Verdes nos últimos anos. Zerzan até dedicou um de seus últimos livros, Por que Esperança? A Postura Contra a Civilização, e junto com seus discípulos e colaboradores, em sua publicação da Black and Green Review, dedicaram atenção constante à oposição de sua esperança contra o que consideram o niilismo endêmico que contamina os anarquistas.

Em seu editorial da Black and Green Review Nº 4, Kevin Tucker nos fala com seriedade de como a ausência de uma Revista publicada pelos Anarquistas Verdes “levou os anarquistas ao beco sem saída do terrorismo niilista e à busca espiritual egoísta. Nessa trajetória, o anarco-primitivismo é um para-raios, pois tem a audácia de se posicionar para algo: ter apostado nossa reivindicação em ver um mundo que vale a pena lutar e defender. Para querer construir comunidades de resistência, apoiar aqueles que estão e têm resistido aos avanços da civilização e recusam o processo de domesticação, pois ele procura nos afastar da natureza selvagem que atravessa toda a vida.”

Para eles, jovem Padawan, a desesperança que fomentam estes niilistas leva à postura conformista de olhar para o umbigo, ou para criticar e atacar a qualquer pessoa e qualquer coisa: suas palavras e ações não levam a nada… E a esperança é melhor do que nada! Certo?

Se funcionou bem para os cristãos, a Obama e aos rebeldes em Star Wars, por que não funcionaria também para os anarco-primitivistas de Oregon?

Ainda não está convencido de votar pela esperança? No final de uma entrevista ao The Telegraph, orgulhosamente publicada em seu site durante a promoção de Por que Esperança?, Zerzan compartilha conosco o que tanto o inspira:

“Estranhamente, são tempos bons para ser um anarco-primitivista”, disse Zerzan. “Nunca tivemos tanta tecnologia como agora, e estão sendo lançadas cada vez mais rápido. Mas é exatamente por isso que acho que as pessoas começarão a mostrar resistência. Estão começando a ver que a tecnologia não está cumprindo com suas promessas. Por isso tenho esperança. Tenho muita esperança”.

Para o qual o entrevistador concede:

“Em algumas ocasiões também não gosto da tecnologia. Como quando minha internet não carrega rápido o suficiente. E geralmente estou convencido de que seria mais feliz sem estar constantemente conectado, embora nunca faça muito a respeito”. [6]

Certamente é porque ele ainda não leu a última Black and Green Review.

Ao longo do livro Por que Esperança?, sempre há a mesma resposta: é no advento de um movimento de massa de re-selvagização, preparado para a iminente queda da civilização do qual participará, que é preciso ter esperança e se comprometer junto com outros.

“Não será fácil, mas se um número crescente de pessoas estiverem envolvidas nesse movimento os meios podem ser encontrados. Penso que cada vez mais pessoas podem estar sentido a necessidade de uma nova direção como essa. Decifraremos nosso caminho assim que nossas metas possam ser vistas e discutidas. À medida que nos encontrarmos, o debate público necessário começará e o esforço de avançar em conjunto pode dar bons resultados. Não há garantias, mas vale a pena a jornada libertadora!” – John Zerzan, Por que Esperança?

Essa é uma boa quantidade de merda. Alguém está disposto a derrubar toda a rede de dominação porque Zerzan teve uma espécie de “sensação boa”, e depois veremos o que acontece?

É isso mesmo? Um movimento carregado pelo senso comum e pela esperança de ser o futuro da humanidade libertada? Que original! Nada com o qual o Leviatã possa ser reinventado…

E se a civilização não cair? Digamos que uma transição para um estilo de vida primitivo nunca ocorra, nem voluntariamente nem pela força das circunstâncias, que a civilização sobreviva ao que nós consideramos insuperável e transcendente. Existem empresas, laboratórios, universidades e legiões de nerds ambiciosos ao redor do mundo trabalhando em descobertas experimentais para superar os desafios do progresso em nome da humanidade. Sim, o triunfo do progresso é hipotético, assim como o futuro primitivo também é… e a esperança nada mais é do que uma questão de fé.

“Mas se estamos dispostos a fazer essa mudança em nossa percepção, a aprender a abraçar a nova era de nomadismo, a enxergar além de nós mesmos e empoderarmo-nos fazendo parte de algo muito maior e mais magnífico que nossas próprias vidas, então temos o mundo a ganhar com isso”. – Kevin Tucker, Meios e Fins, Black and Green Review Nº 4

É a sobrevivência da humanidade ou de toda a vida na terra o que gera e motiva meu desejo de ver a civilização sendo aniquilada (mesmo que, entre cenários hipotéticos, seja possível que a civilização destrua toda a biosfera em sua queda)? Por acaso meu desagrado pela civilização depende de um futuro hipotético? É a vida cotidiana, a abrumadora e sufocante presença de um mundo humanizado, que me desagrada e pesa sobre mim, e não sinto nenhuma necessidade de justificar este sentimento com teorias catastróficas ou interesses superiores. Pode me chamar de niilista podre, se quiser!

O mundo não necessita de uma nova ideologia libertadora tanto quanto precisa se livrar do que torna possível transmitir uma ideologia em larga escala… a menos que seja uma que corrompa as mentes dos civilizados, levando-os a decair em tal perturbação, tal desordem antissocial, tal autodestrutividade, que a estabilidade global e, finalmente, o próprio funcionamento da sociedade seja seriamente comprometido.

Morte à civilização e a todo o progresso humano!

– Lyokha

Notas:

[1] Este número referenciado de horas de trabalho se originou de estudos especulativos nos primeiros trabalhos antropológicos de Richard Lee e Marshall Sahlins. Desde então, os dados desses estudos receberam muitas respostas em seu campo, e o próprio Richard Lee reconheceu amplamente algumas de suas falhas. O atual consenso sobre os caçadores-coletores é de uma média de 30 a 40 horas de trabalhos semanais, mas ainda há muito debate sobre o que deveria ser considerado como trabalho.

Ver: Elizabeth Cashdan, Hunters and Gatherers: Economic Behavior in Bands; Richard Lee, The Dobe !Kung; David Kaplan, The Darker Side of the “Original Affluent Society”.

[2] Nurit Bird-David, Beyond “The Original Affluent Society.” Current Anthropology 33:25-47

[3] Uma frase que os Anarquistas Verdes gostam de usar em seus escritos. Por mais que lutem pelo seu mundo contra a civilização, se alguém se machuca, não era a intenção deles, tá bom?

[4] Humano de Quatro Patas, A Mercantilização do Selvagem e suas Consequências, Black and Green Review n.1, Humanos de Quatro Patas, O Vento Ruge Ferozmente, Fundações Selvagens e a Necessidade de uma Resistência Selvagem, Black and Green Review n.4

Os Anarquistas Verdes denunciam sem hesitação aqueles que são inspirados em sociedades não-igualitárias em sua confrontação contra a civilização se não juraram lealdade à sua ideologia. Veja Choloa Tlacotin, Uma Carta a: “Halputta Hadjo”. Mas um Anarquista Verde, graças ao seu conhecimento superior e melhores intenções, pode escolher o que quiser do banco de dados antropológico.

[5] Anne Chapman, Estrutura Social e Econômica da Sociedade Selk’nam – Anne Chapman, A Mulher-Lua na Sociedade Selk’nam

[6] À medida que a tecnologia escurece nossas vidas, os próximos Unabombers aguardam seu momento – Jamie Bartlett, The Telegraph, 13 de Maio, 2014