Urso polar faminto viaja 700 km e chega em vila na Rússia

O derretimento das geleiras impede que os ursos polares encontrem comida: cientistas afirmam que cada vez mais animais podem morrer de fome.

De Revista Galileu:

Um urso polar foi visto a 700 quilômetros de distância de seu habitat, extremamente exausto e procurando por comida, em uma vila na península russa de Kamtchatka. A aparição do animal, registrada na última quinta-feira (18) surpreendeu os moradores locais: eles o alimentaram com peixes.

A imprensa russa reportou que o animal teria viajado de Chukotka, região no extremo leste da Rússia, até a vila onde foi encontrado. Um vídeo flagrou o aparecimento do urso:

No ano passado, um estudo publicado na revista Science revelou que ursos polares estão morrendo de fome devido ao geletimento de geleiras, utilizada como uma plataforma para caçar focas. Para não morrer de fome, a única saída para os animais é procurar por alimentos em terra firme.

“Devido a mudanças climáticas, o Ártico está ficando mais quente e o ambiente se torna cada vez menor e conveniente. O gelo está derretendo e os ursos polares procuram por meios de sobrevivência. E pela melhor maneira de chegar até às pessoas”, contou o chefe do programa ártico do Greenpeace Rússia, Vladimir Chuprov.

Autoridades russas de Kamtchatka estão formulando um plano para resgatar o urso utilizando sedativos para desacordá-lo e levá-lo de helicóptero até seu habitat natural.

Entrevista com o Popular Front Podcast: A Nova Onda do Eco-Terrorismo

John Jacobi, teórico da tendência Selvagista, concedeu uma entrevista recente ao Popular Front Podcast, um veículo investigativo britânico especializado em conflitos e guerras modernas. Na ocasião o tópico principal dos 54 minutos de conversa foi radicalismo e extremismo ecológico. É um registro pertinente e que merece ser compartilhado, especialmente porque se debate questões interessantes em torno de Individualistas Tendendo ao Selvagem (ITS), embora não concordemos com tudo o que é conversado. Abaixo está um resumo da conversa minuto a minuto.

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0: Apresentação do tema. John Jacobi fala sobre Eco-terrorismo, especificamente sobre ITS e o que o apresentador chama de “Militância Niilista”.
1: O que é Eco-terrorismo?
2: História do Eco-terrorismo (The Eco-Raiders).
3: Earth First!.
4/5: Ações da Earth First!
6: Surgimento do Unabomber e da ELF.
7/8: Processo de desconfiança e esgotamento das principais correntes do ambientalismo que levaram à radicalização.
9: Queda do Unabomber e prisões da ELF nos EUA.
10: The Green Scare.
11: Ao que se refere o conceito de Natureza Selvagem?
12/13: Ecologismo Radical, nem Esquerda nem Direta.
14: Surgimento de ITS e o renascimento do Eco-terrorismo.
15: Maior atenção da mídia ao assunto.
16: ITS, “a nova onda de Eco-terrorismo”.
17: O velho ITS, semelhanças com Ted Kaczynski e seus discípulos (UR) em atos e linguagem.
18: Primeiras ações.
19: Kaczynski rechaça ITS publicamente.
20/21/22: Retórica e estilo de ITS, passado e presente.
23/24: Extincionismo.
25: Expansão internacional de ITS.
26: Anarquistas desiludidos mudam de lado.
27: Táticas para a expansão, analogia com a Al-Qaeda e o Islamismo Extremista.
28: Pouca atenção por parte da imprensa, relevância no mundo do ambientalismo.
29: Novas analogias com o surgimento e o desenvolvimento inicial da Al-Qaeda em relação ao começo do grupo com pequenos ataques que servem tanto para fortalecer ao grupo como para criar laços e atrair indivíduos com psicologia semelhante.
30: Atassa.
31/32: Diferentes correntes que convergem em ITS, e um único fim, a destruição.
33: Relação com grupos satanistas, eco-fascistas e outros. Menção ao TOB e o ressurgimento do eco-fascismo.
34/35: A eco-militância está na moda?
36: As lutas ecologistas e sua tendência à radicalização no presente.
37/38: Atualidade das ideias de Kaczynski e a disseminação de um sentimento de desesperança e frustração.
39: A urgência de uma revolução e a polemização deste conceito por parte de ITS.
40: Grupos radicais e extremistas debocham dos movimentos ecologistas mainstream, já é tarde para cuidar do meio ambiente.
41: Crítica ao reformismo dos grupos mainstream.
42: Explicação do niilismo dos grupos radicais, buscam rejeitar o sistema e não concertá-lo.
43: É mencionada a possibilidade de realizar pequenas mudanças na medida em que a civilização vá tendendo ao desastre.
44: Grupos como ITS só querem participar do desastre.
45: Onde ITS aprendeu a fazer suas bombas?
46: Trabalho de Jacobi, “The Wild Will” e outros projetos.
47: Reselvagização em vez de violência.
48/49: Encerramento do programa e menção a outros projetos do Popular Front.
50/51: Agradecimentos e outras menções.
52/53/54: Música de encerramento.

Tartaruga Marinha Emerge do Mar Para Desovar e Encontra Praia Transformada em Aeroporto

O réptil à beira de extinção teve que optar por esse lugar estranho devido às mudanças provocadas pela atividade dos seres humanos nas ilhas Maldivas.

De Sputnik News:

Uma tartaruga verde surpreendeu realmente muitos moradores de Mandhoo, uma das ilhas Maldivas, tentando depositar seus ovos no meio da pista do aeroporto de Maafaru, segundo o jornal local The Edition.

Segundo uma fonte citada pela edição, o animal tentou encontrar um ninho apropriado para desovar e, sem encontrá-lo, depositou seus ovos no asfalto, onde ficaram sem qualquer proteção. Depois de terminar o processo, a tartaruga voltou para o oceano.

Na imagem, publicada por uma das testemunhas, o réptil foi fotografado ao lado de três ovos que estão na pista, enquanto um homem, aparentemente empregado do aeroporto, está observando a cena.

Segundo explica o jornal, o incidente demonstra mais uma vez as consequências devastadoras da intervenção humana na fauna oceânica. O crescimento econômico que as Maldivas estão sofrendo afeta a natureza do arquipélago, alertam os ecologistas locais.

As tartarugas verdes são uma espécie em vias de extinção que está distribuída pelos oceanos tropicais e subtropicais. Uma de suas particularidades é que as fêmeas sempre desovam no mesmo lugar em que nasceram. E um dos locais de nidificação mais comuns para elas é a ilha de Mandhoo.

Conspirar

Tradução de um texto escrito por “K.”, um ex-anarconiilista (agora um Individualista Egoísta) de Atenas, Grécia.

“No alto da colina, a cidade aparece em uma extensão branca…”

Nós havíamos conspirado.

Nós tínhamos testemunhado o momento, para agir, mas logo tudo estava perdido.

Lembra, tudo se perdeu por causa de um infame.

Naquele dia ele havia descido de seu lugar existencial, e eu sabia o que ele queria nos dizer: fugir, mas era tarde demais. Ele, um infame, já havia fugido, seguira o seu próprio caminho, e como não coincidia com o nosso, então ele teve que nos sabotar por isso.

Lembra quando nos chamaram “nechayevistas”? Somente em um lugar como Atenas pode haver uma definição similar para aqueles como nós, aqueles que tinham o niilismo anarquista em seu sangue.

Apenas alguns meses antes das “Forças Revolucionárias Populares Combativas” matarem a dois membros da Golden Dawn, seus músculos que pouco antes estavam ligados a seus corpos estavam agora roxeando…

Na época desfrutei da ação contra as duas escórias fascistas, agora posso dizer que são apenas dois humanos a menos na face da terra.

Lembra de Kirillova que estávamos falando?

Aqui está o fim de um infame, morrer sem o uso da Justiça no meio, a prática da vingança, ela deve ser servida como um prato frio.

Eu o estava buscando depois que ele vacilou conosco. Onde estava escondido como um rato? Me perguntei onde poderia estar em meio a dezenas de ruas de Atenas.

Ele sentiu que eu estava procurando por ele, passei pela Praça Amerikis e lá só vi dois caras trocando dolinhas de heroína, que apertaram as mãos e saíram andando pelas ruas intricadas daquela área. Mas nada dele, ele não estava naquele lugar. Nos dias seguintes cruzei o grande parque Pedion Areos perto de Exárchia e investiguei minuciosamente a área, olhando em cada canto, e depois de caminhar à Zografou cheguei até a universidade e avistei o dormitório. Eu sabia que ele poderia descansar ali… dissolvido como o vento.

Em Atenas o crime é forte e possui um código que diz que os infames devem ser assassinados… mas eu nunca pilhei de fazer perguntas sobre porque eram coisas completamente opostas, mas ainda sim tive que encontrá-lo.

Agora, em comparação com o dito anteriormente, creio que podemos usar uma forma de amoralidade individual, que não aceita tudo, mas que não julga tudo de uma maneira eticamente compreensível. Pessoalmente me oponho a usar a polícia, ou outros através de personagens que gravitam no mundo do submundo, que são os chamados espiões, para mim deve ser assim…

Você lembra de Kirillova quando planejamos o assassinato deste rato? Lembra quando adquirimos uma arma nas cavernas escuras de Omonoia?

Devemos ler esta metáfora com cuidado: “As chamas que extinguiram nossos pensamentos levantaram barricadas no vento, as chamas que corroeram nossas intenções se desvaneceram pouco a pouco, as chamas que queimavam em nossa consciência agora pertencem ao reino dos mortos…”

Não há nada que possa conter a força que deseja cravar um punhal no corpo de um infame, e não há nada que possa deter uma bala dirigida à cabeça de um traidor. Não há justiça para sustentar, não há honra que não possa levar a uma vergonha pessoal. Esta é a vida, estas são as regras do mundo do crime na cidade de Atenas…

K.

Notas Sobre a Espiritualidade Africana

Pese a discordância com o que chamam de “pan-africanismo” o texto Notas Sobre a Espiritualidade Africana da autora Anin Urasse é uma interessante leitura, sua visão sobre espiritualidade, ancestralidade e natureza se acerca bastante do que defendem os eco-extremistas. Alguns textos como “O que queremos dizer quando falamos “natureza”?” de Chahta-Ima, “Animismo Apofático“, de Abe Cabrera, “Busca o Teu EU Espiritual“, de XL, “É o Momento de Beijar a Terra Novamente” (publicado em Reflexiones Eco-extremistas N°3), “Os Seris, Os Eco-extremistas e o Nahualismo“, de Hast Hax, e (por que não?) “Apocalipsis Ohlone“, também de Abe Cabrera, são alguns dos escritos que corroboram com isso.

Muitos irmãos e irmãs me escrevem com dúvidas acerca da espiritualidade africana. Pessoalmente eu não acredito na possibilidade de nos emancipar sem resgatá-la. Mas os yurugus colocaram várias pulgas atrás de nossa orelha né? Principalmente na universidade e zzzzz… Então escrevo essa reflexão aqui pra sintetizar um pouco das respostas que tenho dado, compartilhar um pouco do que aprendi sobre o assunto. (Veja: eu não tô falando de nenhum culto específico. Eu tô falando de cosmologia do berço civilizatório africano que, pra início de conversa, não conhece a ideia de “religião”.)

Você precisa de fé pra saber que você teve tataravó? Existe a possibilidade de você existir sem bisavô?

Você precisa de fé pra constatar a existência do mar, da terra, dos rios, dos raios, das plantas… das forças da natureza em geral? É preciso fé pra saber que os minerais existem?

Espiritualidade africana é culto de ancestral e de forças da natureza. Portanto, não estamos falando de fé, mas de fatos: você tem bisavó e no encontro do rio com o mar existe o mangue. Ponto.

Todas as pessoas têm ancestrais, sem os quais não seríamos possíveis: “você tem os olhos de sua avó!”, “você tem o mesmo gênio de seu pai!”. Nossos ancestrais influenciam em nossa vida. A isso os yurugus chamam de genética e/ou epigenética. Nesse texto, continuarei chamando de ancestralidade. A gente dança, canta e cozinha pros nossos ancestrais pra agradecê-los. Pra pedir. Pra se alegrar. De sul a norte, de oeste a leste da África é assim. (E se você acha isso bobo, estranho, ridículo ou “do diabo”, se pergunte porque sempre fazem a gente minimizar a cultura de nosso povo.)

Nós somos a reencarnação de nossos ancestrais. Nossos filhos são os ancestrais que trazemos de volta ao mundo e quando “morrermos”, nos tornaremos ancestrais. Aliás, não há morte. Há um ciclo. Nosso povo é formado dos que estão aqui, dos que virão e do que já foram. Nos influenciamos mutuamente. Portanto se não cuidamos dos nossos ancestrais enfraquecemos enquanto pessoa e enquanto povo. E só a título de curiosidade, nossos ancestrais moram no chão, não no céu.

Com as forças da natureza a mesma coisa. Nossos ancestrais são os criadores da tecnologia, lembre-se disso. E eles descobriram o segredo de manipular energia. Só que como não somos um povo de destruição, ao invés de inventarmos bombas nucleares pra destruir cidades inteiras, a gente descobriu, através de manipulação dos elementos da natureza, como sermos pessoas melhores. Cultuamos a natureza não por ela, mas por nós. Cada elemento da natureza nos da uma lição de como viver. Lembre-se ainda de outro fato: 96% da massa do universo é ESCURA. A natureza vibra em nós como em ninguém mais. Tem muito segredo nessa melanina que a gente carrega.

Nossos “deuses” não estão distantes, no céu, sentados numa nuvem mandando raios de castigo. Eles dançam conosco. Ou melhor, dançamos com eles. Trocando em miúdos: a gente sabe que não vive sem a natureza então além de cuidar dela, nós a cultuamos.

É simplesmente isso. É simples e absurdamente complexo. “Ubuntu” nunca foi sobre você e eu, ou sobre nosso grupinho. Mas sobre você, eu, nosso grupinho, nossos ancestrais, os que virão, os animais, as plantas, os rios, os mares, os minerais, os vulcões, o ar..

Pense bem antes de negar esse cosmo-sentido de mundo. Não é possível que um continente inteiro esteja errado só porque um europeu disse. Se não, o que? Você acha que nossos ancestrais mentem?